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Cliente é suspeito de matar advogado após descobrir caso de esposa com profissional, diz polícia

Traição pode ter motivado o homicídio contra o advogado Charlesman da Costa Silvano, segundo apontam as investigações iniciais da polícia

14 ago 2023 - 12h48
(atualizado às 14h07)
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Charlesman da Costa Silvano, de 37 anos, foi morto a tiros na manhã do último sábado, 12
Charlesman da Costa Silvano, de 37 anos, foi morto a tiros na manhã do último sábado, 12
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O advogado Charlesman da Costa Silvano, de 37 anos, foi morto a tiros na manhã do último sábado, 12, no interior do estado de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito pelo crime é um cliente do profissional. Na delegacia, a esposa do investigado afirmou que o marido descobriu, na noite anterior ao homicídio, que ela tinha tido um caso com a vítima em 2019. O caso segue sob investigação. 

Segundo a delegada Silzane Bicalho informou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 14, após a polícia ser acionada sobre a morte do advogado, equipes foram até o local do crime e encontraram o celular da vítima próximo ao corpo.

"Nós conseguimos a senha [do celular] com a esposa dele [advogado] e identificamos que o suspeito [cliente do profissional] teria agendado um encontro com ele no local do crime. Também houve duas testemunhas que viram o momento em que a vítima parou sua caminhonete e em seguida parou uma moto vermelha, que fez disparos de arma de fogo e saiu em fuga", explicou a autoridade policial. 

De acordo com a delegada, no celular do advogado havia ao menos três mensagens dele enviadas ao suspeito. Nelas, a vítima avisava que estava saindo para encontrá-lo, depois atualizava que já estava no caminho e por fim avisava que chegou ao local combinado. 

"A princípio nós não sabíamos a motivação. Logo, a gente soube que havia uma sentença condenatória que o suspeito foi comunicado uma semana antes, e o doutor Charles era advogado dele nesse processo. E também, na delegacia, a esposa dele [suspeito] disse que eles tinham tido uma discussão na noite anterior [ao crime], que ele era extremamente ciumento, e que ele teria indagado e ela teria contado que em 2019 teria ficado com o doutor Charles. Ela disse que depois ele [marido] teria ficado transtornado, que usou cocaína a noite toda e de manhã saiu. Ela afirmou que não sabia que iria terminar nessa tragédia", explicou a autoridade policial. 

Segundo a delegada, o investigado foi localizado e preso na residência da mãe dele, que fica próxima ao local em que o advogado foi morto. Além disso, a moto que a polícia suspeita ter sido usada no crime foi encontrada dentro de um quarto, com um cobertor em cima. 

"No momento que a gente fez a abordagem ele até mentiu a identificação. A todo tempo negava o crime e estava sob efeito de drogas. Informamos que ele estava sendo preso por homicídio, ele tentou se desvencilhar, não permitiu ser algemado, foi o momento em que foi preciso efetuar um disparo na perna dele, para que ele fosse contido", disse Silzane. 

O suspeito permanece preso e a Polícia Civil segue investigando o crime, para elucidar o caso. 

OAB lamentou morte

Nas redes sociais, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) afirmou que "é inaceitável que, um dia após o 11 de agosto - data em que se comemora a essencialidade da advocacia para o sistema social e de Justiça -, mais um colega tenha sido vítima de um crime bárbaro e carregado de extrema violência". 

A OAB também destacou que atentar contra a vida de um advogado representa atentar contra o Estado Democrático de Direito. "Ceifar a vida de quem é responsável pelo direito de defesa significa um atentado contra a cidadania. Condutas bárbaras como essa devem ser exemplarmente coibidas e punidas para que o Estado de Direito e a cidadania prevaleçam", acrescentou.

Por fim, a instituição afirmou que, ciente da seriedade com que a investigação deverá ser conduzida, vai acompanhar o andamento do trabalho das autoridades policiais para garantir que os culpados sejam responsabilizados e punidos sob o rigor da lei.

Fonte: Redação Terra
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