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Campos do Jordão e vazamento de gás: quais os riscos de um acidente desse tipo? Como prevenir?

Explosão deixou quatro feridos na noite de sábado, 22, de destruiu 10 dos 32 apartamentos do prédio

24 abr 2023 - 15h04
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Uso de produtos regularizados, manutenção periódica e cuidados com a instalação do gás liquefeito de petróleo (GLP) são procedimentos que devem ser seguidos à risca para prevenir acidentes domésticos com o combustível. A explosão em Campos do Jordão que deixou quatro feridos na noite de sábado, 22, alertou para os riscos no manuseio e armazenamento do produto, comumente utilizado de forma doméstica no fogão ou no aquecimento da água.

O episódio aconteceu no condomínio residencial Saint Ettiene. A explosão destruiu 10 dos 32 apartamentos e deixou quatro feridos. Conforme a Defesa Civil, uma mulher de 24 anos e uma adolescente de 14 tiveram ferimentos graves. Já uma mulher de 52 anos e outra garota de 14 ficaram feridas de forma leve. A suspeita é que a explosão tenha sido causada por vazamento de gás em uma das unidades do condomínio.

Segundo a capitã Lidiara Kurachi Lenarduzzi, diretora de prevenção da Defesa Civil do Estado , os riscos de acidentes causados por vazamento do produto dependem da dimensão de concentração do combustível no espaço, mas em todos os casos é preciso estar atento. A explosão é ocasionada pelo acúmulo de gás em um ambiente. O vazamento ainda pode provocar incêndio ou colapso da estrutura do imóvel.

Para prevenir este tipo de acidente, a recomendação da especialista é que seja feita a checagem da procedência e do estado dos equipamentos utilizados. Seja dentro da própria casa ou em uma hospedagem, como uma casa de temporada, é preciso verificar o encaixe da válvula de saída do gás, além da qualidade dos itens. A capitã chama a atenção para a necessidade do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que certifica o produto para o seu devido fim, e para o período de validade do teste hidrostático, que aparece no caso do botijão.

A recomendação é endossada pela sargento Ana Flávia Batista, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, que alerta para outros parâmetros que precisam ser verificados. "O botijão tem de estar íntegro, sem danificações. A mangueira não pode estar muito esticada nem dobrada, e é preciso observar a válvula também. Todo o conjunto tem de estar em perfeitas condições. Se estiver danificado visualmente já há indicação de problema", explica. Em caso de algo incorreto, é necessária a troca dos itens.

Uma das sugestões da sargento para testar se há vazamento é o popular teste do detergente. É preciso passar uma esponja úmida com detergente, na região onde há o encaixe da válvula de gás. Se aparecerem bolhas na espuma, a conexão entre botijão e válvula está inadequada. No caso de espaços comerciais, como hotéis, a própria vistoria dos bombeiros deve dar conta se há alguma inconformidade na central de GLP.

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