Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Após reforma, começa mudança de Lula ao Palácio do Planalto

20 ago 2010 - 19h28
(atualizado às 19h54)
Compartilhar
Tatiana Damasceno
Direto de Brasília

O retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, em Brasília, depois de um ano e quatro meses de obras do prédio, começa efetivamente nesta sexta-feira. Caminhões de mudança já começaram a recolher os móveis do gabinete do presidente para retornar ao palácio.

Sérgio Rodrigues acompanha restauração de móveis por jovens estudantes em Brasília
Sérgio Rodrigues acompanha restauração de móveis por jovens estudantes em Brasília
Foto: Agisander Maria Alencar/PR / Divulgação

As obras no Planalto começaram em março de 2009 e, desde então, Lula despachava no prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A previsão é que ele deve voltar ao seu lugar original de trabalho na próxima quarta-feira. O custo total da reforma, segundo a Presidência, é de R$ 98,2 milhões.

Além da restauração do Planalto, houve substituição da rede elétrica, hidráulica e de dados, que eram as mesmas desde a inauguração do prédio. O acompanhamento da obra ficou a cargo do escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou o palácio inaugurado no mesmo dia da cidade de Brasília, em 21 de abril de 1960. O Exército cuidou do processo de licitação, contratação e fiscalização.

As mudanças

A curadoria da Presidência optou por resgatar um mobiliário dos anos 50 e 60 para reabrir palácio, com peças de designers como Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin e Anna Maria Niemeyer, além do próprio Oscar Niemeyer.

O Planalto gastou R$ 3 milhões para comprar novas peças para recompor parte do mobiliário, já que a outra parte foi restaurada por jovens estudantes do entorno de Brasília, numa parceria entre a curadoria e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Os móveis restaurados pelos jovens foram recolhidos de órgãos da Esplanada dos Ministérios que estavam abandonados ou subutilizados.

A valorização do mobiliário modernista no Palácio incluiu inclusive os tapetes - saem os persas e entram peças de arraiolo (uma espécie de bordado) e sisal (uma planta cujas fibras são utilizadas para fabricar cordas e tapetes).

O gabinete de Lula foi ampliado e, apesar de ter sido apresentado um novo modelo de mobiliário, na linha modernista, com a mesa de trabalho que Juscelino Kubitschek utilizou, o presidente preferiu continuar com os móveis antigos, do período de Getúlio Vargas. A sala de Lula é voltada para o Lago Paranoá e o cuidado com a segurança incluiu vidros blindados. A primeira-dama, Marisa Letícia, continua com uma sala ao lado do marido.

Telas de artistas como Djanira da Motta, Di Cavalcanti, Volpi, Aldemir Martins irão decorar as paredes do palácio. Um quadro de Firmino Saldanha, pintado a pedido de Niemeyer e até agora mantido no Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente da República), voltará a ser exibido no Planalto.

Pessoal

Os cinco ministros que trabalham junto ao presidente no Planalto também irão se mudar para os novos gabinetes. Erenice Guerra (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência), Franklin Martins (Comunicação Social) e Samuel Pinheiro Guimarães (Secretaria de Assuntos Estratégicos) devem ser transferidos na mesma data que Lula.

O total de funcionários da Presidência que voltarão a trabalhar no prédio será de 350 pessoas, cerca de 40% menos do que antes da reforma. O restante será redistribuído para os anexos do Planalto.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra