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Alcolumbre nega rachadinha em gabinete após publicação de reportagem

29 out 2021 - 13h39
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O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), negou ter tido envolvimento com o esquema de desvio de recursos de salários de servidores do seu gabinete parlamentar, popularmente chamado de rachadinha, relatada em reportagem da edição da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira.

05/08/2020
REUTERS/Adriano Machado
05/08/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A publicação relata o testemunho de funcionárias que foram contratadas pelo gabinete de Alcolumbre nos últimos anos --inclusive na época em que ele presidiu o Senado, de 2019 e 2020 --, mas que teriam devolvido a maior parte dos vencimentos a uma pessoa ligada ao parlamentar. Essa prática é irregular.

O senador está no centro de uma polêmica com o governo ao não pautar na CCJ há mais de três meses a indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro do ex-ministro da Justiça André Mendonça para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro já criticou publicamente o senador pela demora de colocar a indicação dele para análise. O senador, por outro lado, defende sua autonomia para pautar a escolha para o Supremo, mas o caso poderá ter um desfecho pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após recurso de parlamentares para resolver o impasse.

Em nota, Alcolumbre rebateu a revista, negando qualquer tipo de irregularidades e dizendo estar sendo vítima de uma "campanha difamatória sem precedentes".

O senador disse ter sido surpreendido com "uma denúncia que aponta supostas contratações de funcionários fantasmas e até mesmo o repudiável confisco de salários".

"Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem", afirmou.

O presidente da CCJ disse que vai tomar as providências necessárias para que autoridades investiguem os fatos e disse que haveria interesses em desgastá-lo em razão do impasse no colegiado que preside.

"Continuarei exercendo meu mandato sem temor e sem me curvar a ameaças, intimidações, chantagens ou tentativas espúrias de associar meu nome a qualquer irregularidade", afirmou.

"É nítido e evidente que se trata de uma orquestração por uma questão política e institucional da CCJ e do Senado", afirmou.

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