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Bolsonaro diz que foi pressionado a demitir Guedes após polêmica

O presidente afirmou nesta segunda-feira que não vê problemas nos flertes a atos da ditadura militar de seu ministro

2 dez 2019
21h14
atualizado às 21h28
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Após a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que sugeriu a proposição de um novo AI-5, sem especificar por quem, o presidente Jair Bolsonaro foi pressionado a demitir Guedes. Bolsonaro admitiu as pressões nesta segunda-feira em entrevista ao Jornal da Record. Segundo o presidente, "quem pede a cabeça do Paulo Guedes quer desestabilizar a economia".

O presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal da Record. 02/12/2019
O presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal da Record. 02/12/2019
Foto: Reprodução TV / Estadão Conteúdo

Questionado pelo repórter, Bolsonaro voltou a negar ter intenção de uma proposição ao Congresso com retirada ou diminuição de direitos civis e políticos. Disse que as comparações a autos autoritários da ditadura militar não tem significado prático e que poderiam ter sido substituídas para passar o mesmo sentido.

"Não vejo nada demais no fato de citar o AI-5, que existia na Constituição passada. O Paulo Guedes e o [deputado federal] Eduardo [Bolsonaro] citaram num contexto, não diante de movimentos sociais reivindicatórios, mas [na possibilidade] de descambar para algo parecido com terrorismo, como vem acontecendo no Chile. Podiam ter usado outra expressão. Não vejo porque tanta pressão em cima dos dois", afirmou o presidente.

Lula

O presidente não quis responder se tem incômodo pessoal com a liberdade do ex-presidente Lula, mas disse que as declarações recentes de Lula o ajudam politicamente, sem especificar quais.

"Ele tem trazido com essas falas, a intolerância. Pregando coisas absurdas. Me acusou frontalmente de estar envolvido na morte da Marielle entre outras coisas. Logicamente eu não fico feliz com isso. Eu não vejo isso como um direito de expressão dele. Mas vamos ter que engolir esse sapo e o barco segue".

Ainda provocado, Bolsonaro disse que não vai responder diretamente críticas do ex-presidente ao seu governo.

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Estadão
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