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Bebianno busca saída honrosa, mas Bolsonaro não o recebe

Aliados do ministro avaliam que permanência de Bebianno no governo é difícil, já que Bolsonaro teria que fazer uma escolha entre ele e o filho Carlos

14 fev 2019
22h13
atualizado às 22h27
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Aliados do ministro da Secretaria-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, afirmaram nesta quinta-feira, 14, que o ministro espera uma "saída honrosa" para a crise. Essa saída, no entanto, não estaria ainda muito clara nem mesmo para ele.

Uma das opções levantadas por uma pessoa próxima a Bebianno seria esperar o clima distensionar para, então, sair de cena com a possibilidade de assumir outro cargo no governo federal. O gesto seria visto como uma forma de gratidão de Bolsonaro pelo apoio que recebeu de Bebianno durante a campanha eleitoral.

Bebianno conversa com Bolsonaro no Rio de Janeiro
 11/10/2018   REUTERS/Ricardo Moraes
Bebianno conversa com Bolsonaro no Rio de Janeiro 11/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Para isso, Bebianno esperava ao menos conversar pessoalmente com o presidente, o que não aconteceu. Bolsonaro ignorou o ministro, mas passou o dia com a agenda movimentada no Palácio do Alvorada, em reunião com integrantes da equipe para tratar da reforma da Previdência e até mesmo da situação de Bebianno.

A exposição do ex-presidente do PSL nas redes sociais do filho do presidente, Carlos Bolsonaro, com publicações que acabaram sendo compartilhadas pelo pai, causou desconforto e foi vista como uma "indelicadeza".

A avaliação de aliados é que, após o desgaste provocado pelos ataques de Carlos, será difícil que os dois permaneçam juntos no governo, o que faria com que o presidente tivesse que escolher entre um deles. Apesar do cargo de vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos possui aliados no Planalto e influência nas decisões.

A influência de Carlos acabou unindo as alas política e militar do governo para que o ministro Bebianno continuasse no cargo. Apesar do esforço, a permanência dele é vista como difícil por causa da evidente ligação emocional do presidente com seu filho.

Estadão

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