Atividade 3: Já é notícia ou ainda preciso investigar? - Workshop Leitura Crítica de Notícias
Esta atividade é parte do workshop de Leitura Crítica de Notícias da BBC News Brasil.
Atividade 3 - Já é notícia ou ainda preciso investigar?
Nesta atividade, apresentamos informações vindas de diferentes vozes nas redes sociais. A intenção é levar os alunos a refletir a respeito da confiabilidade de cada uma delas e avaliar: quais informações são confiáveis o bastante para serem incluídas em uma reportagem?
A atividade começa com o slide acima. O post recebido da Tia Josefa pode ser um ponto de partida para uma reportagem, mas é suficiente para embasar uma reportagem?
A seguir, teremos mais elementos, e o objetivo é tentar discernir o que é ou não uma confiável para a reportagem.
Em seguida, sugerimos que o educador leia na sala a seguinte transcrição, simulando tipo de áudio que tipicamente circula na internet:
Continuando a ronda nas redes sociais...
Talvez o Zeca renda uma boa entrevista para a nossa "reportagem". Podemos instigar os alunos a pensar: "O que vocês perguntariam a ele?"
Em seguida, partimos para mais uma postagem relacionada ao assunto:
"É o típico post alarmista, não? Mas será que tem base científica? Vamos pensar: que consequências divulgar isso pode ter? Você compartilharia esse post? Que tal fazermos uma rápida pesquisa antes?"
Agora é um bom momento para recordar os estudantes dos elementos principais que devemos buscar em uma reportagem:
Neste momento, vale instigar os alunos a pensar em quais fontes de informação podem ser procuradas. Por exemplo, o hospital do bairro, a Secretaria de Saúde, especialistas de institutos credenciados...
Digamos que a turma ligue para o hospital do bairro e receba um comunicado:
O que mais podemos fazer para produzir uma boa reportagem? Nas redações, em casos como este, os repórteres costumam ir atrás de bons especialistas, gente credenciada e experiente. Eles costumam dar boas dicas.
A BBC News Brasil entrevistou a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emilio Ribas, que traz informações com embasamento científico sobre a febre amarela. Depois de ouvir o áudio da entrevista, pergunte aos alunos: comparando as informações da médica e o comunicado do hospital com as postagens que vimos no começo do exercício, que diferenças e semelhanças encontramos?
Quais elementos podem ou não servir para embasar uma notícia confiável?
E qual das manchetes abaixo é mais confiável?
O objetivo é levar os alunos a concluir que, embora a manchete da direita seja mais chamativa, ela traz diversos elementos incorretos ou sem embasamento científico. A mais correta, do ponto de vista jornalístico, é a da direita.