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Arrecadar mais ou governar melhor? A escolha que Lula se recusa a fazer

21 jun 2025 - 21h10
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O governo do presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pisou no freio na tentativa de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Não por sensatez, mas, sim, por pressão. Aliás, a prática é recorrente na gestão petista: a primeira reação diante do desequilíbrio fiscal é mirar no bolso do trabalhador, como se ele fosse responsável pela gastança do próprio governo.

A deputada federal Rosana Valle
A deputada federal Rosana Valle
Foto: Assessoria de Imprensa Fiamini / Perfil Brasil

Como deputada federal que conviveu com dois mandatos presidenciais em contextos completamente diferentes (antes, com Jair Bolsonaro, do PL; e, agora, com Lula), afirmo com segurança: há caminhos melhores! No governo anterior, enfrentamos crises graves, mas com responsabilidade. Reformamos a Previdência Social; e aprovamos o Marco Legal do Saneamento, a Lei da Liberdade Econômica, o Marco das Startups e o projeto BR do Mar - este último, uma política pública que reduziu custos logísticos, ampliou a cabotagem e atraiu investimentos privados para o País. Isto, sim, é governar com estratégia.

O que se vê, neste momento, é exatamente o oposto: uma gestão inchada, com direito a 38 Ministérios, um sem-número de comitivas internacionais milionárias e uma máquina pública indiscutivelmente mal gerida. Aí, quando a conta não fecha, a União tenta jogar o peso nos ombros de quem labuta todos os dias, empreende e produz. Para o trabalhador, que já não tem mais o mesmo poder de compra de antes, o governo inventa mais impostos, taxação e fiscalização ferrenha até para o Pix. Tempos difíceis…

E como não citar o escândalo do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)? Trata-se de esquema bilionário, no qual associações descontaram R$ 6,3 bilhões, indevidamente, de aposentados e de pensionistas, conforme recente investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União (CGU). Isso escancara a fragilidade de um mandato que não protege os mais vulneráveis e segue com fome de arrecadação.

E se engana quem achou que o recuo no IOF significa algum alívio. O Ministério da Fazenda já prepara novas formas de buscar recursos. Uma das principais propostas é o fim da dedução dos Juros sobre Capital Próprio — mecanismo legítimo utilizado por empresas para remunerar investidores e atrair crédito produtivo. Tal medida, na prática, enfraquece a capacidade de crescimento das empresas brasileiras. Além disso, a União ensaia ampliar a base de arrecadação atingindo setores dinâmicos da Economia, como o Agronegócio.

Sugestões fiscais mal calibradas podem resultar em efeitos colaterais graves para a população, como juros maiores, preços mais altos de toda a ordem, dos produtos à prestação de serviço, e menor acesso a financiamentos, inclusive os habitacionais. Logo, o sonho da casa própria ficará mais distante de quem mais precisa de um teto para chamar de seu.

A narrativa de "

compensação fiscal"

não convence mais ninguém, convenhamos! Como cobrar mais da população se o próprio governo federal não dá o exemplo? Antes de chamar para o sacrifício, é preciso cortar desperdícios, rever contratos, enxugar Ministérios e combater privilégios. Poderia, inclusive, começar pelas viagens…

Gastos de todo o governo federal com incursões oficiais dentro e fora do Brasil somaram mais de R$ 4,58 bilhões nos dois primeiros anos sob Lula, segundo dados da CGU. O valor é maior que os R$ 4,15 bilhões em despesas em todo o mandato de Bolsonaro. Penso que o problema, então, não é falta de dinheiro — é falta de prioridade e, sobretudo, de bom senso.

A pressão feita pelo Congresso Nacional nos últimos dias funcionou para barrar o aumento do IOF. Mas precisamos ir além. O Brasil não aguenta mais essa toada arrecadatória, como se fosse essa a última opção para se colocar as contas em ordem. O País precisa de um governo que saiba administrar sem punir o povo por erros que não são dele.

Gerir não é necessariamente arrecadar mais; é trabalhar melhor com o que se tem. E essa é a escolha que Lula, até agora, se recusa a fazer - se comportando, inclusive, como se o assunto não fosse com ele!

*Rosana Valle é deputada federal pelo PL-SP, em segundo mandato; presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo; jornalista por formação há mais de 25 anos; e autora dos livros "Rota do Sol 1 e 2"
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