Após ser agredida com 61 socos, mulher mostra o rosto 1 mês depois da cirurgia: 'Minha identidade'
Depois da cirurgia, Juliana Garcia decidiu expor o impacto da violência para alertar outras mulheres e mostrou o rosto 1 mês após a reconstrução
Nesta terça-feira (02/09), Juliana Garcia dos Santos, mulher que foi agredida brutalmente pelo ex-namorado Igor Eduardo Pereira Cabral com 61 socos, exibiu o resultado de sua reconstrução facial após 30 dias da cirurgia.
Como ela está?
Com apenas 35 anos, a empresária precisou passar por uma cirurgia chamada osteossíntese para reparar as fraturas que sofreu no rosto durante a agressão. Ela deixou o hospital no mês passado, após receber alta médica.
"Sou imensamente grata por ter minha identidade de volta e por cada novo capítulo que a vida me permite escrever. Ainda não temos o resultado final, pois é tudo muito recente, só com 6 meses de pós cirúrgico poderemos de fato concluir o processo de cicatrização. Viva o SUS!!!! Obrigada a todos que seguem ao meu lado nessa caminhada", iniciou a vítima.
A cirurgia aconteceu no HUOL (Hospital Universitário Onofre Lopes), ligado à UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). O procedimento reuniu diferentes profissionais, entre eles cirurgiões-dentistas da área de buco-maxilo-facial, anestesistas e a equipe de enfermagem.
Segundo informações da CNN, o hospital informou que a cirurgia foi bem-sucedida e que a paciente agora deve continuar a recuperação em casa, seguindo todas as orientações médicas. Uma nova avaliação está marcada ainda para este mês.
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Relembre o crime
Juliana Garcia foi brutalmente agredida com socos dentro do elevador de um condomínio no bairro de Ponta Negra, zona sul de Natal (RN). O vídeo do ataque mostra que o crime durou cerca de 36 segundos.
Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, no dia 03 de agosto, a vítima desabafou: "Eu não tenho opção a não ser ser forte. As coisas que aconteceram já aconteceram e agora não me resta nada a não ser ser forte. Mas o pior tá quando eu me olho no espelho, quando eu não consigo enxergar a pessoa que eu sou, a mulher vaidosa que eu sou, da minha vida que foi tirada", relatou.
Juliana exibiu um pouco dos hematomas em seu rosto. "O que esses olhos agredidos, esses olhos tão roxos simbolizam?", perguntou o entrevistador Roberto Cabrini. Ela respondeu: "Resistência. Esse é só o começo da minha vida. Da minha nova vida".