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5 meses depois, causa da morte de paciente ignorado em UPA é revelada; veja o laudo

Laudo da morte de paciente de 32 anos que foi ignorado na sala de uma UPA no Rio de Janeiro é revelado e gera revolta dos familiares

27 mai 2025 - 15h56
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Laudo da morte de paciente sem socorro em UPA é revelado
Laudo da morte de paciente sem socorro em UPA é revelado
Foto: reprodução/instagram / Contigo

Cinco meses após a morte de José Augusto Mota da Silva, de 32 anos, em uma cadeira da UPA da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, a família recebeu o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), que apontou como causa da morte "edema pulmonar, miocardiopatia dilatada e gastrite erosiva com hemorragia digestiva".

A revelação contradiz a versão inicial da unidade, que relatou infarto como motivo do óbito. A demora na entrega do documento e a falta de clareza no atendimento geraram revolta nos familiares.

O que tinha acontecido?

José Augusto chegou à UPA no dia 16 de dezembro de 2024 com fortes dores abdominais, mas morreu sem ser atendido. A imagem do seu corpo ainda na cadeira da recepção repercutiu nas redes sociais e provocou comoção. Segundo a irmã Meiriane Mota, o que já havia era buscado atendimento diversas vezes e sempre foi liberado com dipirona. "Disseram que foi infarto, mas o laudo mostra outra coisa", afirmou. Ela também destacou a sensação de desamparo e a ausência de respostas sobre o caso.

Em um dos vídeos que circularam nas redes, uma mulher que estava na UPA relata: "O homem chegou aqui gritando de dor, e só o atenderam depois que ele morreu. Isso é uma ruindade, todos são prejudicados", disse a testemunha. "Só queremos justiça. Isso não vai trazer meu irmão de volta, mas alguém tem que ser responsabilizado", a irmã também se manifetou.

Ação da prefeitura

A Prefeitura do Rio observou falhas no atendimento e desligou 13 profissionais envolvidos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que revisou os protocolos da unidade e promoveu capacitação das equipes.

A família move uma ação civil contra o município por danos morais e ingressou com pedido de indenização por omissão de socorro. Na esfera criminosa, o caso é investigado pela 41ª DP, que já reuniu os profissionais que estavam de plantão.

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