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Letícia Sabatella reflete sobre diagnóstico de autismo aos 52 anos: 'Estigmatizado'

Atriz, hoje com 55 anos, destaca como a arte ajudou em sua inserção social e aponta subdiagnóstico no espectro entre mulheres

3 jun 2026 - 16h42
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Letícia Sabatella falou sobre o seu diagnóstico
Letícia Sabatella falou sobre o seu diagnóstico
Foto: Globo/Marcos Mazini

A atriz Letícia Sabatella, hoje com 55 anos, falou sobre o impacto do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), recebido aos 52 anos. Em relato, ela refletiu sobre os desafios enfrentados por mulheres neurodivergentes e como a arte foi fundamental para sua inserção social antes da confirmação médica.

Subdiagnóstico e estigma

"Meu diagnóstico chegou aos meus 52 anos. A confirmação do espectro abriu muitas percepções", afirmou a atriz. Sabatella destacou que as mulheres são frequentemente subdiagnosticadas, o que considera um atraso na compreensão das complexidades humanas.

Segundo ela, o comportamento feminino muitas vezes é julgado por um padrão imposto. "Elas não são bem acolhidas, compreendidas, são mais estigmatizadas", explicou, ressaltando que os diagnósticos femininos começaram a ser feitos minimamente apenas nos dias de hoje.

A arte como refúgio

Antes de saber que estava no espectro, a atriz encontrou na atuação uma forma de lidar com as exigências da sociedade. "A arte foi um caminho extremamente facilitador para a minha condução dentro da sociedade, para a minha inserção", disse.

Através de suas personagens, Sabatella conseguiu uma forma de expressão que era mais capaz de compreender. "Fui por caminhos onde a criatividade era aceita, onde a criatividade era o caminho", pontuou.

Inclusão e acessibilidade

Sabatella também chamou atenção para a necessidade de uma sociedade mais sensível, capaz de acolher o espectro autista sem focar apenas no que é óbvio ou "gritante".

"A gente está falando de acessibilidade. Para muitas pessoas, não é visível, mas é exigido um comportamento, uma aceitação", declarou. A atriz concluiu reforçando a urgência de se compreender mais sobre a neurodivergência e as diferenças.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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