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Jogador do Corinthians relata ter feito massagem cardíaca em jovem que morreu após encontro

Lívia Gabriele morreu no último dia 30 de janeiro, depois de se encontrar com Dimas Cândido, do sub-20 do time paulista

8 fev 2024 - 22h11
(atualizado às 23h18)
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Dimas Candido de Oliveira Filho revelou que chegou a fazer massagens cardíacas para tentar reanimar a jovem Lívia Gabriele da Silva Matos, de 19 anos, enquanto aguardava a chegada do SAMU.
Dimas Candido de Oliveira Filho revelou que chegou a fazer massagens cardíacas para tentar reanimar a jovem Lívia Gabriele da Silva Matos, de 19 anos, enquanto aguardava a chegada do SAMU.
Foto: Reprodução/Instagram:@dimasf_10

O jogador da base do Corinthians, Dimas Candido de Oliveira Filho, revelou que chegou a fazer massagens cardíacas para tentar reanimar a jovem Lívia Gabriele da Silva Matos, de 19 anos, enquanto aguardava a chegada do SAMU. Lívia morreu após um encontro com o atleta no dia 30 de janeiro, em São Paulo

Segundo o jornal O Globo, os socorristas encontraram dificuldades em acessar local onde a vítima estava. Entre a ligação para o serviço de emergência e a entrada no hospital, se passaram mais de 1h30h. Lívia foi transportada no elevador do condomínio sem o uso de uma maca, envolta em uma manta e chegou a cair antes de ser colocada na ambulância.  

O SAMU alega que a demora ocorreu após a entrada no prédio onde o jogador mora na capital paulista. "Chegamos muito rápido ao local (próximo à nossa base), difícil foi chegar ao apartamento dentro do condomínio, com porteiros mal-treinados, difícil acesso e elevador único que estava preso em outro andar. Enfim, conseguimos acessar a vítima com 18 minutos de parada cardiorrespiratória (PCR). A paciente foi encaminhada da residência em PCR e com sangramento transvaginal volumoso", diz o laudo. 

O jornal também obteve áudios que seriam de funcionários do SAMU que participaram do atendimento a adolescente. Neles há relatos de demora por parte dos próprios funcionários do condomínio e problemas de infraestrutura do local. 

"Chegamos em dois minutos no local da ocorrêncis, só que até entrar com a viatura, abrir o portão, passou muito tempo. Paramos em um local onde era preciso entrar no estacionamento para ter acesso ao Bloco 3 e a viatura não passava pela altura. Então, paramos com a viatura um pouco antes, não tinha ninguém para liberar nossa entrada no condomínio", afirmou. 

Outra suposta funcionária mencionou ainda que precisou andar cerca de 20 metros com os equipamentos de socorro e que ficou aguardando o elevador, já que um deles estava quebrado.

Relembre o caso

Lívia Gabriele, de 19 anos, morreu na noite do dia 30 de janeiro, após dar entrada no Hospital Municipal de Taubaté. De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP), policiais militares foram acionados para comparecerem ao local, onde receberam a informação de que ela estava na casa do jogador quando passou mal e desmaiou.

Ela estava com o atacante quando desmaiou e precisou de socorro, que foi acionado por ele. Lívia teve quatro paradas cardíacas e não resistiu. Na noite de domingo, 4, o Fantástico exibiu as mensagens trocadas entre a jovem e o jogador antes do encontro que virou tragédia.

Dimas contou que conheceu Lívia em uma rede social e, desde o dia 17 de janeiro deste ano, passaram a trocar mensagens de texto e de áudio quase diariamente. Segundo a reportagem, os primeiros diálogos são de dois jovens que estão se conhecendo e que queriam se encontrar pessoalmente.

No dia 30 de janeiro, dia da morte da jovem, Dimas tinha uma passagem comprada para João Pessoa, na Paraíba, onde nasceu e ia passar as férias. A viagem estava marcada para as 23h15. Eles então marcaram de se encontrar às 18h daquele dia, no apartamento onde ele estava, no Tatuapé.

"Vou falar com a minha mãe. Ela vai deixar esse horário sim", disse Lívia em áudio para Dimas. Nesse primeiro encontro, eles falavam sobre relação sexual. "Eu não gosto de transar sem camisinha", escreveu ele. Ela respondeu que "também não".

Antes do horário marcado com o jogador, ela enviou outra mensagem: "Tô pronta, quer que eu vá agora ou daqui a pouco?". Ele responde: "Daqui a pouco". Às 18h06, ela avisou Dimas: "Tô chegando, amor". Essa foi a última mensagem enviada pela jovem ao jogador.

Ainda conforme a reportagem, Dimas contou à Polícia que os dois não usaram drogas nem ingeriram bebidas alcoólicas. Segundo ele, os dois tiveram uma primeira relação sexual com uso de camisinha. Depois de descansarem e conversarem, os dois foram ter uma segunda relação sexual e ele percebeu que ela desmaiou no ato.

O jogador então ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi orientado a colocá-la de barriga para cima e massagear o peito dela até a chegada da ambulância. Nesse momento, ele disse que viu um sangramento nas partes íntimas.

Na unidade de saúde, foi constatado que a jovem teve um sangramento na genitália, provocado por uma fissura de aproximadamente cinco centímetros. O corpo dela foi encaminhado para o IML para exames necroscópicos, toxicológicos e sexológicos, que ajudarão na elucidação do caso. O atestado de óbito diz que a causa da morte foi a ruptura de fundo de saco de Douglas com extensão à parede vaginal esquerda.

Em entrevista à emissora, o advogado de Dimas, Tiago Lenoir, disse que o jogador prestou auxílio à jovem e não praticou nenhum crime. "Ele está muito abalado, muito chateado com toda a situação e está se recuperando. O Dimas respeita o sofrimento da família", afirmou.

Em nota, o Sport Club Corinthians Paulista informou que acompanha proximamente os desdobramentos dos fatos relacionados ao episódio envolvendo um de seus atletas da base, além de reforçar que o clube aguarda a investigação dos fatos e está à disposição para colaborar com as autoridades. "Acima de tudo, o Corinthians lamenta profundamente a morte da jovem e se solidariza à sua família".

Fonte: Redação Terra
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