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Fifa intervém após pergunta sobre homossexualidade em coletiva com técnico e capitã do Marrocos

Repórter questionou se tinha jogadoras LGBTQIA+ no time e como elas lidam com o fato de o país proibir a relação entre pessoas do mesmo sexo

24 jul 2023 - 15h56
(atualizado às 16h20)
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"Me desculpe, mas essa é uma pergunta muito política", disse a funcionária da Fifa
"Me desculpe, mas essa é uma pergunta muito política", disse a funcionária da Fifa
Foto: REUTERS

A Fifa, por meio de uma representante oficial, interveio na entrevista coletiva da seleção do Marrocos após a capitã Ghizlane Chebbak e o técnico Reynald Pedros serem questionados sobre se havia alguma jogadora homossexual entre as convocadas. Tanto a atleta quanto o treinador ficaram em silêncio e não responderam à pergunta.

"Me desculpe, mas essa é uma pergunta muito política, por isso vamos nos limitar a perguntas relacionadas ao futebol, por favor", disse a funcionária da Fifa depois da pergunta, que teria sido feita por um repórter britânico.

A cena aconteceu nesta segunda-feira, logo a após a goleada por 6 a 0 sofrida pelos marroquinos diante da Alemanha, pelo Grupo H da Copa do Mundo da Austrália e da Nova Zelândia. Segundo o site The Athletic, foi possível ouvir os jornalistas marroquinos presentes na coletiva reclamando da indagação.

Localizado no continente africano, o Marrocos é um país árabe e de maioria muçulmana, onde a relação entre pessoas do mesmo sexo não é permitida. O repórter perguntou justamente como alguma das jogadoras da seleção marroquina lidava com a situação.

Segundo um levantamento da Reuters, 87 jogadoras convocadas para a Copa do Mundo são da comunidade LGBTQIA+. Na seleção brasileira, nove jogadoras são assumidamente homossexuais: Marta, Tamires, Andressa Alves, Letícia, Lauren, Kathellen, Debinha, Geyse e Adriana.

Outra famosa jogadora LGBTQIA+ é a estrela americana Megan Rapinoe, casada com a campeã olímpica de basquete Sue Bird. A atacante se assumiu lésbica publicamente em julho de 2012 e tem sido uma ativista de alto nível em questões sociais como direitos LGBTQIA+, desigualdade racial e igualdade salarial de gênero. Ela foi voz importante na luta bem-sucedida das seleções femininas dos Estados Unidos por salários e condições iguais às dos homens, o que levou a uma ação judicial e, eventualmente, à assinatura de um novo acordo coletivo em 2021.

A Fifa proíbe as seleções de usarem faixas de capitã com as cores do arco-íris, referência à bandeira LGBTQIA+ e comum entre algumas seleções. A entidade máxima do futebol já havia feito a proibição no ano passado, à seleção masculina da Alemanha, durante a Copa do Mundo do Catar. Os jogadores protestaram posando para a foto oficial da partida com as mãos tapando a boca.

Estadão
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