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45% das mulheres já foram tocadas sem permissão, diz estudo

Pesquisa do Ipec e Instituto Patrícia Galvão revela dados alarmantes sobre importunação em público; só 5% dos homens admite cometer assédio

12 set 2022 - 12h20
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31% das entrevistadas disseram já ter sofrido tentativa ou abuso sexual
31% das entrevistadas disseram já ter sofrido tentativa ou abuso sexual
Foto: iStock / iStock

A conta simplesmente não fecha. Esta é a conclusão de uma pesquisa conduzida pelo Ipec e o Instituto Patrícia Galvão, com apoio da Uber. Enquanto 45% das mulheres dizem que já tiveram o corpo tocado sem seu consentimento em local público, apenas 5% dos homens admitem já ter feito isso. Ainda conforme os dados, 32% das mulheres afirmam ter passado por situação de importunação/assédio sexual no transporte público, mas nenhum homem reconhece já haver praticado esse tipo de violência.

Divulgado hoje, o levantamento "Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica: vivências e práticas" foi realizado com 1.200 pessoas (800 homens e 400 mulheres) entre julho e agosto deste ano em todo o território nacional.

Outros dados merecem atenção e revelam a exposição à situações de abuso e violência constantes às quais as mulheres são submetidas todos os dias: 41% revelaram que foram xingadas ou agredidas por dizerem "não" a uma pessoa que estava interessada nelas e 31% já sofreram tentativa ou abuso sexual. 

A pesquisa concluiu também que afeto e posse se confundem em relações amorosas. Após o rompimento, mais mulheres do que homens passaram por situações de perseguição até em casa, no trabalho ou em local de estudo. Elas também são maioria na ação de bloquear contato, mudar de telefone e registrar B.O. após o fim do relacionamento.

Em se tratando de violência doméstica, uma em cada quatro mulheres agredidas declarou que a agressão acontece com frequência. O ciúme é a principal motivação e mais mulheres apontaram que, no momento da agressão, o parceiro não admitiu ser contrariado ou estava bêbado ou drogado.

A maioria dos entrevistados (93%) considera a atuação da Lei Maria da Penha positiva, mas 31% dos homens ouvidos diz que ela interfere em uma questão particular privada que diz respeito apenas ao casal e 26% acha que a lei é rigorosa demais e prejudica homens que não são criminosos.

Fonte: Redação Nós
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