Volkswagen está aderindo a tendência cada vez mais comum: pagar assinatura para acelerar o carro
Proprietários do ID.3 poderão liberar mais potência se concordarem com um pagamento adicional 27 cv extras que o próprio motor já é capaz de entregar de fábrica
As montadoras ainda buscam maneiras de implementar mais técnicas de monetização para seus veículos em uma era automobilística cada vez mais digital. Seguindo essa mesma linha, a Volkswagen optou por usar um mecanismo que não ficou isento de críticas: liberar toda a potência do ID.3 por meio de um pagamento adicional após a compra. A medida, já disponível em países europeus, marca um novo e preocupante passo em direção às assinaturas pagas também no setor automotivo.
Mais potência, se você pagar mais
O ID.3 Pro vem de fábrica com 204 cv, mas por meio dessa assinatura (chamada de "power-on-demand"), os usuários podem acessar até 231 cv que o mesmo motor é capaz de desenvolver. O custo: 18,90 euros por mês ou um pagamento único de 629 euros (cerca de R$ 120 mensais, ou R$ 3,9 mil no pagamento único). A melhoria vem acompanhada por um torque adicional de 45 Nm, reduzindo a aceleração de 0 a 100 km/h de 7,6 para 7,1 segundos. Isso aproxima a mecânica elétrica do veículo da de seu irmão mais velho, o ID.3 Pro S, ambos com uma diferença de preço de cerca de 8 mil euros no mercado alemão (por volta de R$ 50 mil).
Abordagem perigosa
A era em que os proprietários precisam pagar a mais para desbloquear uma capacidade já existente no carro começou. O motor é configurado para fornecer essa potência extra de fábrica, mas ela permanece bloqueada por software até que a assinatura seja ativada.
A Volkswagen não foi a única do setor a implementar esse tipo de medida. Isso lembra, por ...
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