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A janela está fechando: veja quantos meses você tem para comprar carro elétrico antes do 'teto' do imposto

Se você estava cogitando entrar no mundo dos eletrificados, o relógio já começou a correr — e não é devagar

4 jan 2026 - 18h00
(atualizado em 4/1/2026 às 13h15)
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Foto: Xataka

Comprar um carro elétrico ou híbrido no Brasil já foi sinônimo de incentivo, desconto e promessa de futuro mais acessível. Mas esse cenário está mudando — e rápido. O governo federal definiu um cronograma que retoma gradualmente o imposto de importação para veículos eletrificados e, em julho de 2026, chega ao ponto considerado mais crítico: todos os modelos — elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais — passarão a pagar a alíquota máxima de 35%.

A mudança não vem do nada. Desde julho de 2025, o setor já sente os primeiros degraus: híbridos convencionais saltaram para 30%, plug-in para 28% e elétricos a bateria para 25%. A próxima etapa é justamente a unificação, eliminando qualquer diferenciação entre os tipos de eletrificação. Resultado? A conta tende a pesar para quem depende exclusivamente de importação.

E é aí que a movimentação das montadoras ganha um novo significado. Marcas como BYD, GWM e Geely aceleram projetos locais e apostam em regimes CKD e SKD — quando o carro chega desmontado para ser montado aqui. Isso permite hoje alíquotas menores, entre 16% e 18%. Mas não é um alívio eterno: em janeiro de 2027, esse benefício também sobe para 35%.

Ou seja, quem imaginava "esperar baixar" pode se surpreender. Com a alíquota cheia, a diferença entre trazer o carro pronto e produzir aqui deve ficar ainda mais expressiva — e, inevitavelmente, refletida no preço final.

Dentro do setor, o consenso está longe de existir. A Anfavea defende o imposto cheio para garantir ...

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