O futuro do trânsito no Brasil: governo faz consulta e estuda alterar velocidade máxima de vias brasileiras; o que pode mudar na prática?
Medida busca diminuir mortes e atropelamentos no país, que ainda registra 12 mil óbitos por excesso de velocidade ao ano, segundo dados do Ministério da Saúde
O governo federal abriu uma consulta pública na última semana para revisar o Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano, um documento que orienta União, estados e municípios na definição dos limites de velocidade em todo o país. A proposta, coordenada pelo Ministério dos Transportes, busca reduzir acidentes e mortes no trânsito. Entre as mudanças, está a possibilidade de reduzir o limite de velocidade para 30 km/h em zonas urbanas e aplicar ajustes também em rodovias que cruzam áreas urbanizadas.
Medida tem por intuito evitar acidentes
O excesso de velocidade é um dos principais motivos de acidentes de trânsito. De acordo com o Relatório de Status Global de Segurança Viária da ONU de 2018, cerca de 1,35 milhão de vidas são perdidas anualmente devido a acidentes no trânsito mundial. Para reduzir esse problema, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão responsável por fiscalizar e fazer cumprir a legislação de trânsito, sugere que, em áreas urbanas, seja adotado um limite de velocidade padronizado de 30 km/h. Já em vias de maior fluxo, como as que conectam bairros e regiões, o ideal seria manter a velocidade entre 40 e 50 km/h, desde que possuam infraestrutura adequada para reduzir riscos de acidentes.
A proposta foi baseada em experiências próprias nas cidades brasileiras. Em Fortaleza, por exemplo, a redução de velocidade de 60 km/h para 50 km/h aumentou o tempo médio de viagem em apenas 6 segundos por quilômetro, mas provocou queda de 30% nos ...
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