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Montadoras chinesas podem dominar até 40% do mercado brasileiro

Estudo aponta crescimento das montadoras chinesas e prevê mais concorrência, tecnologia e pressão sobre os preços dos carros nacionais

18 jul 2026 - 07h58
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Fábrica BYD
Fábrica BYD
Foto: Divulgação

As montadoras chinesas devem ganhar ainda mais espaço no Brasil nos próximos anos. Conforme divulgado pelo Mundo do Automóvel para PCD, a projeção ndica que essas fabricantes poderão responder por 30% das vendas de veículos leves até 2030, percentual que pode chegar a 40% em um cenário mais otimista.

A estimativa foi apresentada durante o evento Future Mobility 2026, realizado em São Paulo. Segundo Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, o avanço das marcas chinesas não depende apenas da eletrificação, mas também da rapidez com que desenvolvem novos produtos.

Enquanto montadoras tradicionais normalmente levam entre 36 e 48 meses para atualizar um veículo, as fabricantes chinesas conseguem realizar mudanças importantes em apenas 16 a 18 meses. Dessa forma, conseguem responder mais rapidamente às novas demandas dos consumidores.

Esse crescimento já pode ser percebido no mercado brasileiro. Nos últimos anos, marcas como BYD, GWM, Geely, Omoda & Jaecoo e Leapmotor ampliaram significativamente sua presença, aumentando a concorrência em diferentes segmentos.

Além disso, o Brasil passou a ocupar uma posição estratégica nos planos dessas fabricantes. Somado aos demais mercados da América do Sul, o potencial da região supera quatro milhões de veículos por ano, tornando o continente um destino importante para novos investimentos.

Segundo a Bright Consulting, a chegada de novas montadoras pode beneficiar diretamente os consumidores. Com mais concorrência, a tendência é que as empresas passem a oferecer veículos mais completos por preços mais competitivos.

Esse movimento já começa a aparecer no mercado. Modelos híbridos e elétricos, por exemplo, passaram a disputar clientes em faixas de preço cada vez mais próximas dos veículos tradicionais movidos a combustão.

Ao mesmo tempo, fabricantes já consolidadas vêm ampliando promoções, acelerando investimentos em eletrificação e incorporando mais tecnologia para manter sua competitividade diante das novas rivais.

Apesar do avanço dos eletrificados, Mundo do Automóvel para PCD acredita que o Brasil seguirá um caminho diferente de mercados como Europa e China. A expectativa é que motores flex, híbridos leves, híbridos convencionais, híbridos plug-in e elétricos convivam por muitos anos.

Mundo do Automóvel para PCD
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