Como frear um carro automático para evitar que os freios esquentem na estrada?
É possível usar o freio-motor nos automáticos, mas o procedimento é diferente
Se você já dirigiu um carro com transmissão manual ou tem um, conhece aquelas situações em que, ao manter uma marcha engatada enquanto o veículo está em movimento e tirar o pé do acelerador, o carro desacelera e até mesmo o motor perde rotações. Isso acontece porque a compressão do próprio motor continua ligada à transmissão e, consequentemente, às rodas.
Em linhas gerais, esse é o princípio básico do freio-motor, um recurso muito útil quando, por exemplo, enfrentamos uma descida íngreme na estrada ou trafegamos por ruas com grande inclinação, ajudando a preservar o sistema de freios.
É importante lembrar que, quando dirigimos de forma agressiva, usando os freios em excesso, trafegando em alta velocidade ou enfrentando longas descidas, as altas temperaturas alcançadas pelos freios, devido ao calor gerado pelo atrito, podem fazer com que as pastilhas de freio cristalizem e percam eficiência ao pisar no pedal.
Essa cristalização ocorre porque os adesivos que mantêm o material das pastilhas no lugar se fundem, formando uma camada que prejudica o funcionamento adequado do sistema.
Isso não significa reduzir diretamente da sexta para a primeira marcha para frear, pois, nesse caso, o motor pode ser danificado devido ao aumento brusco das rotações por minuto (rpm). Na verdade, a redução das marchas deve ser feita gradualmente, de acordo com a situação.
Por exemplo, se estivermos trafegando a 110 km/h na estrada, com a quinta ou sexta marcha engatada (dependendo da transmissão do ...
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