Volvo prepara 13 novos carros em apenas quatro anos
A Volvo lançará 13 carros elétricos e híbridos até 2030 para dobrar sua fatia de mercado global e elevar a margem de lucro de 3,5% para 8%. A estratégia inclui sete modelos para o Ocidente e seis para a China, adaptados a cada perfil de consumo. Para conter custos sem demissões ou fechamento de fábricas, a montadora ampliará a parceria de componentes com a Geely e estuda ceder suas fábricas na Bélgica e na China para produzir veículos de outras marcas, enfrentando a concorrência chinesa.
Com planos de dobrar a sua participação no mercado global de veículos, a Volvo anunciou, na quinta-feira (17), que pretende lançar 13 novos carros até 2030. Para expandir a sua influência, a montadora aposta no lançamento de modelos específicos para a China e países ocidentais.
De acordo com a montadora sueca, a decisão de avançar nesses mercados inclui o desenvolvimento de carros elétricos e híbridos. Para o mercado chinês, a Volvo pretende oferecer seis veículos, enquanto os países ocidentais receberão sete novidades.
Nesse movimento, existem diferenças entre o que será oferecido para cada público. No caso do Ocidente, a Volvo desenvolverá carros sob as plataformas SPA2 e SPA3, presentes nos modelos Volvo EX90 e Volvo EX60, respectivamente, dois SUVs da montadora.
Já para o mercado chinês, a empresa sueca pretende trabalhar em parceria com a Geely Auto, ampliando o compartilhamento de componentes com a empresa. Nessa estratégia, há a estimativa de que a colaboração passe de 10% para 30% de peças compartilhadas até 2030, algo que refletiria diretamente nos preços, podendo apresentar queda de até 5% nos custos dos materiais.
Ainda sob essa ótica, a Volvo planeja desenvolver modelos grandes para o mercado dos Estados Unidos, veículos pequenos e médios para a Europa e apenas carros de tamanho médio para a China.
Um dos objetivos dessas mudanças é a necessidade de aumentar a margem de lucros dos acionistas, principalmente com a queda das vendas e o aumento da concorrência com montadoras chinesas. Por sua vez, a meta da empresa é chegar a 8% de lucro, contra 3,5% registrados em 2025.
Por outro lado, embora enfrente esses desafios, a empresa descartou demitir funcionários ou fechar fábricas para conter os prejuízos. Ela tem estudado utilizar as suas unidades industriais na China e na Bélgica para produzir veículos para outras montadoras, bem como expandir a parceria com a Geely para reduzir custos e ampliar a sua presença global.
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