Olinia 1 é elétrico mexicano de R$ 45.000 criado para substituir os táxis
O governo do México apresentou o primeiro protótipo do Olinia 1, um carro elétrico urbano, compacto e acessível
O governo do México apresentou o primeiro protótipo do Olinia 1, um carro elétrico urbano, compacto e acessível. Com capacidade para seis ocupantes e preço estimado em cerca de 150.000 pesos mexicanos (aproximadamente R$ 45.000), o modelo foi apresentado pela presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que chegou ao evento dirigindo o veículo.
Concebido com capital misto, o projeto contou com a participação de órgãos estatais, empresas, universidades e centros de pesquisa, além de investidores privados. O objetivo é fortalecer a indústria e a pesquisa local na área da mobilidade elétrica.
Por enquanto, o veículo tem 50% dos seus componentes nacionalizados. Parte da fabricação e do desenvolvimento dos componentes contou com a contribuição de empresas da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Alemanha. A meta é atingir 75% de nacionalização até 2030.
Foram apenas 18 meses de desenvolvimento do projeto, que iniciou em janeiro de 2025. Após a Copa do Mundo, o governo mexicano quer apresentar uma versão cargo do compacto.
Como é o Olinia 1?
O design lembra bastante os compactos Citroën Ami e Fiat Topolino, especialmente pelos faróis full LED redondos e pela dianteira mais quadrada. Porém, a inspiração veio do símbolo da Olinia: o coelho.
A proposta também é semelhante à dos modelos da Stellantis. No entanto, seu principal diferencial é oferecer espaço para até seis passageiros em uma configuração 2+2+2, na qual as duas últimas fileiras ficam posicionadas uma de frente para a outra.
Apesar de não revelar as dimensões oficiais do carro, a equipe de desenvolvimento afirma que ele é 15% menor que um compacto convencional, mas oferece 15% mais espaço interno.
Na cabine, a prioridade é a praticidade. Pensando na acessibilidade, o modelo possui uma área destinada a cadeiras de rodas, com pontos de fixação instalados de fábrica. O assoalho é baixo e plano, e há ainda grandes alças de apoio para facilitar o embarque e o deslocamento interno.
As portas traseiras são do tipo suicida e contam com um ângulo de abertura maior que o convencional, justamente para facilitar o acesso de todos os tipos de usuários.
O motorista dirige em uma posição mais elevada, privilegiando o conforto para longos períodos ao volante. O quadro de instrumentos é digital e conta com integração para smartphones, dispensando a necessidade de uma central multimídia convencional.
A alavanca de câmbio foi substituída por grandes botões no painel. Os vidros dianteiros são elétricos, enquanto os traseiros utilizam abertura corrediça. O estepe fica armazenado em um compartimento traseiro, justamente no local onde normalmente estaria o vidro traseiro.
Para compensar a ausência da visibilidade traseira, o compacto traz câmera de ré, um dos seus equipamentos mais sofisticados, ao lado da direção com assistência elétrica.
O Olinia 1, no entanto, precisará de uma legislação específica para circular, uma vez que não possui airbags, controle eletrônico de estabilidade nem sistemas ADAS.
Na motorização, utiliza um único motor elétrico traseiro de apenas 18 cv. A velocidade máxima é limitada a 50 km/h, já que a proposta é privilegiar a agilidade no trânsito urbano e a capacidade de enfrentar subidas. A fabricante, porém, não divulga o torque.
A bateria tem 14,7 kWh de capacidade e proporciona autonomia de até 125 km, segundo a fabricante. O carregamento pode ser feito em carregadores do padrão NACS, o mesmo utilizado pelos veículos da Tesla. Há também uma conexão para tomadas residenciais convencionais, que levam cerca de 10 horas para completar uma recarga.
Todo o sistema elétrico do veículo possui certificação IP67. Essa certificação garante resistência à poeira e, principalmente, à água, permitindo que o modelo enfrente alagamentos com maior segurança.
Substituto dos táxis
A intenção do governo mexicano é transformar o Olinia 1 em uma alternativa mais econômica aos táxis convencionais.
No entanto, o foco principal está na economia operacional. Segundo os responsáveis pelo projeto, o veículo tem um custo de aproximadamente 0,49 peso mexicano (cerca de R$ 0,15) por quilômetro rodado, valor cerca de cinco vezes inferior ao de um automóvel convencional movido a gasolina.
A estimativa é que os motoristas possam economizar aproximadamente 50.000 pesos mexicanos por ano, o equivalente a cerca de R$ 15.000.
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