Oito sinais de que os freios do seu carro vão falhar
Para além da luz no painel, o Jornal do Carro conversou com especialistas que dão dicas de quais os sintomas mais comuns quando há problemas nos freios
Além da luz no painel, o sistema de freios emite sinais mecânicos e sonoros cruciais de desgaste ou falha. Mudanças no pedal, perda de eficiência na frenagem, trepidações, desvios na trajetória do veículo, chiados, barulhos metálicos de raspagem e cheiro de queimado por superaquecimento exigem atenção imediata. Especialistas alertam que identificar o momento exato em que esses sintomas ocorrem facilita o diagnóstico e que a manutenção preventiva evita acidentes e reparos mais caros.
Os freios estão entre os itens de segurança mais importantes do carro. E, quando há algo de errado com eles, existem sinais importantes que vão além da luz no painel, como barulho, pedal fundo e trepidação.
"Os freios normalmente dão sinais de que precisam de atenção. Quanto mais cedo o motorista procura uma avaliação, maiores são as chances de resolver o problema com uma manutenção simples, preservando o desempenho do veículo e evitando danos a outros componentes", alerta Denis Slwczuk, gerente-geral de pós-vendas do Grupo T-Line.
Apesar de existir uma luz no painel específica para os freios, os primeiros sinais de desgaste ou falhas podem ser sentidos ou ouvidos. De acordo com a mecânica e consultora automotiva Giovana Toso, alguns indícios são mais sérios que outros e não devem ser ignorados.
Sinais de alerta dos freios do seu carro
Entre os principais sintomas estão o pedal do freio muito baixo ou afundando, perda de eficiência de frenagem, necessidade de aplicar mais força do que o normal para parar, luz indicativa de desgaste acesa no painel, vibração ao pisar no freio e o veículo puxando para um dos lados durante a frenagem.
"O ideal é parar de usar o carro e procurar assistência mecânica imediatamente", explica a especialista. Conforme explicam, os problemas mais graves podem ser sentidos diretamente no pedal do freio, e mesmo um trepidar mais leve pode indicar algo sério.
Sons dos freios também indicam problemas
Não é só no pedal que é possível identificar algum problema no sistema de freios. Quando algo está errado, o sistema também pode apresentar alguns sons característicos.
Entre os barulhos mais comuns estão os chiados, assobios, sons metálicos de raspagem, além de estalos ou ruídos que aparecem ou desaparecem quando o motorista pisa no freio.
"Chiados constantes ao frear podem indicar desgaste das pastilhas ou presença de sujeira entre os componentes. Já sons metálicos costumam sinalizar que o material de atrito já se esgotou e que o metal está em contato direto com o disco, situação que acelera o desgaste e aumenta o custo do reparo", explica Denis Slwczuk.
São sintomas muito comuns, porém, é difícil explicá-los aos mecânicos. Para contornar isso, Giovana aconselha a focar mais no momento em que os barulhos ocorrem:
"Conseguir reproduzir o som é importante, mas além disso é interessante conseguir determinar em que momento isso acontece. Por exemplo: 'faz barulho só quando freio', 'faz mesmo sem pisar no freio', 'acontece com o carro frio', 'depois que andei bastante', 'só em baixa velocidade' ou 'só quando piso mais forte'. Essas informações ajudam muito o mecânico a reproduzir a condição e encontrar a causa."
Aqui, o Jornal do Carro elenca os sete sinais de alerta dos freios do seu veículo e vão além da luz no painel:
1. Pedal baixo ou afundando
Pisar no freio e sentir o pedal ir até o fundo é sinal de alerta no sistema hidráulico. A falha pode ser provocada por vazamento de fluido ou presença de ar na tubulação, o que reduz a resposta do carro.
2. Pedal muito duro
Se for preciso aplicar força excessiva para o carro parar, o problema geralmente está no sistema de assistência, como o servo-freio. Quando esse componente falha, o pedal perde a pressão auxiliar e exige esforço incomum do motorista.
3. Trepidação ou vibração ao frear
Sentir o pedal ou o volante tremer ao desacelerar indica que os discos de freio podem estar empenados ou com desgaste irregular. Além do desconforto, essa condição diminui a área de contato da pastilha e reduz a eficiência da frenagem.
4. Veículo puxando para um dos lados
Se o carro desvia a trajetória no momento em que você pisa no freio, pode haver desgaste desigual entre as pastilhas, pinça de freio travada ou vazamento de fluido em apenas uma das rodas.
5. Ruído metálico de raspagem
O som de metal roçando em metal indica que a massa de atrito da pastilha acabou por completo. Nessa situação, o suporte de ferro da pastilha passa a raspar diretamente no disco, o que danifica a peça e encarece o conserto.
6. Chiados e assobios constantes
Ruídos agudos ao desacelerar costumam sinalizar o fim da vida útil das pastilhas ou o acúmulo de sujeira e resíduos entre os componentes. Alguns modelos contam com um aviso sonoro estrutural para alertar sobre a troca.
7. Perda gradual de eficiência
Notar que o veículo precisa de uma distância maior para parar do que o habitual é indício de fadiga do sistema, fluido vencido ou pastilhas cristalizadas por excesso de calor.
8. Cheiro de queimado
Cheiro de queimado ou, em situações mais extremas, fumaça indicam superaquecimento dos freios. Afeta temporariamente sua eficiência e acelera o desgaste dos componentes. No pior dos casos, o sistema pode até parar de funcionar completamente
Freio superaqueceu, o que fazer?
Entre os problemas mais graves que podem acontecer com os freios está o superaquecimento. É algo que pode ocorrer em descidas de serra ou em outras situações de maior demanda.
Geralmente, antes de os freios aquecerem demais, você sentirá um cheiro forte de queimado e, em situações mais extremas, pode até ver fumaça saindo das rodas. Essa situação afeta temporariamente sua eficiência e acelera o desgaste dos componentes. No pior dos casos, o sistema pode até parar de funcionar completamente.
"Se o motorista perceber cheiro forte de queimado, fumaça, perda de eficiência do freio ou perceber que o carro está se comportando de maneira diferente, o ideal é parar em um local seguro e deixar o sistema esfriar", recomenda Giovana.
No entanto, a especialista ressalta que não se deve jogar água nos freios para acelerar o resfriamento, uma vez que o choque térmico pode causar danos graves aos componentes.
Apesar de o superaquecimento estar ligado ao uso contínuo e exaustivo do sistema, existem alguns defeitos que podem gerar calor excessivo:
"Uma pinça de freio travando, uma pastilha que não consegue se afastar corretamente do disco ou algum problema no acionamento do sistema podem fazer o freio permanecer parcialmente acionado e gerar calor excessivo", explica a mecânica.
Para os motoristas, a especialista recomenda que sempre fiquem atentos aos comportamentos do veículo e não façam comparações com outros carros. O ideal é sempre perceber padrões fora do habitual e, caso haja algum comportamento anormal, procurar um mecânico imediatamente.
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