Kia Tasman mal chegou, mas já tem fãs, haters e apelido no Brasil
Primeira picape da marca sul-coreana tem visual controverso e mexe com sentimentos nas redes sociais
A Kia lançou no Brasil a Tasman, sua primeira picape média, que divide opiniões pelo design inusitado. O modelo estreia na versão GL com motor a diesel, tração 4x4 e meta de vender 1.200 unidades em um ano, prevendo novas versões em breve. A novidade surge em meio a negociações do Grupo Hyundai para assumir a operação direta da marca no país, hoje sob o Grupo Gandini, transição que pode envolver a liquidação de antigas dívidas da Asia Motors e a construção de uma nova fábrica em solo nacional.
A Kia Tasman foi lançada no Brasil na quarta-feira, 19. Apesar de mal ter colocado as quatro rodas em solo brasileiro, a primeira picape da marca sul-coreana no País já tem fãs, haters e, inclusive, apelidos. "Diabo da Tasmânia" e "Fantasman" são algumas das alcunhas que a comunidade do Jornal do Carro adotou na reação aos conteúdos do novo modelo nas redes sociais.
Depois da apresentação em novembro de 2025 no Salão do Automóvel de São Paulo, o JC foi o primeiro veículo de comunicação a testar a Tasman no Brasil, em dezembro do ano passado. De cara, a picape despertou paixões na audiência pelo design inusitado. Os faróis concentrados nas laterais e a aparência mais bruta fomentou comentários como:
- Eita nóis...o diabo da Tasmânia
- Achei muito diferente! Como dizia minha mãe; "tu não é todo mundo!" Então? Compraria fácil.
- Kia na briga das picapes? Essa Tasman parece que vem pra incomodar mesmo, hein... Tô curioso pra ver na rua! ??
- Todos os carros da Kia têm design esquisito e todas são "ame ou odeie".
- Até que eu gostei da Kia fantasman
Kia Tasman pode ser último grande lançamento da marca na estrutura atual
Emblemático por inaugurar a presença da Kia em um novo segmento, o lançamento pode ser um dos últimos grandes da marca sob a atual gestão. Há 34 anos, a empresa é comandada pelo Grupo Gandini no Brasil. Agora, o Grupo Hyundai, que detém o controle da Kia, negocia o controle direto das operações da Kia no País. A informação veio a público em meados de julho.
A transição do grupo brasileiro para a matriz envolveria cifras altas e uma engenharia jurídica junto a Brasília. Como contrapartida para a liquidação de um passivo tributário e financeiro da antiga Asia Motors que já se arrastava por cerca de trinta anos, o Grupo Hyundai assumiria o compromisso formal de erguer uma nova fábrica em solo brasileiro. A Hyundai do Brasil não se posicionou oficialmente sobre o assunto.
Consultado pelo Jornal do Carro em julho, José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors Brasil, negou que qualquer acordo tenha sido fechado. "Essa negociação sobre a dívida da Asia Motors ocorre há 20 anos. O que muda agora é o surgimento da nova legislação que eles poderiam aproveitar", disse o empresário. Ainda assim, nenhum martelo foi batido e não há prazo específico para essa decisão, reitera.
A questão, lembra Gandini, é que o estabelecimento de uma planta produtiva local pode não ser viável para a marca no momento atual, de grande concorrência no mercado interno com a chegada de novas empresas chinesas. "Eles precisam avaliar se faz sentido", apontou.
Como é a Kia Tasman
A Kia lança no Brasil a Tasman na versão de entrada GL. A picape usa o mesmo motor diesel do Sorento, com modificações, e chega com preparo para terrenos fora de estrada e tração integral 4x4 com opções de reduzida e bloqueio do diferencial.
São sete modos de direção disponíveis, para terrenos como lama, areia e neve e condições de condução normal, econômica e esportiva, ainda com opção de personalização no modo My Drive.
"Nossa opção de trazer a Tasman para o Brasil vem do momento promissor do mercado de picapes médias. Um dos grandes momentos da Kia no mercado brasileiro passou pelo segmento 4x4 com a primeira geração do Sportage na década de 1990 com grande apelo off-road. Porém, faltava uma picape e finalmente temos uma", diz Gandini, presidente da Kia Brasil.
Vale lembrar que o veículo mais vendido do Brasil é a Fiat Strada que, embora seja um modelo compacto, de outro segmento, evidencia o interesse dos consumidores por picapes.
O executivo revela que a expectativa de vendas da Tasman no mercado nos primeiros 12 meses após o lançamento é de 1.200 unidades e já promete novas configurações. "Depois desta versão de entrada, anunciaremos, em breve, novas opções da Tasman com equipamentos diferentes e Adas completo", conta Gandini.
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