Haojue NK160 estreia para enfrentar Bros 160 e Crosser 150
Nova trail substitui a NK150 com motor 20% mais potente e freio traseiro a disco; primeiras impressões mostram um conjunto mais competitivo
A Haojue amplia sua linha de motos de baixa cilindrada com a chegada da NK160, modelo que substitui a NK150 e inaugura uma nova geração da trail urbana da marca no Brasil.
Desenvolvida para quem utiliza a motocicleta diariamente, a novidade aposta em melhorias no desempenho e no conjunto de equipamentos para disputar espaço com a Honda Bros 160, a trail mais vendida do Brasil, e a Yamaha Crosser 150. O preço sugerido é de R$ 19.510, sem frete, e o modelo já está disponível nas cores vermelha, preta e azul.
De acordo com Fernanda Toledo, diretora executiva do Grupo J.Toledo, a NK160 foi desenvolvida para atender quem procura uma motocicleta resistente, confortável e preparada para diferentes tipos de trajeto, seja na cidade, seja em estradas de terra ou vias com pavimentação irregular.
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A antecessora NK150 tinha um ponto que reduzia sua competitividade: o freio traseiro a tambor. Enquanto as principais concorrentes já utilizavam disco nas duas rodas, a Haojue apostava em uma solução mais simples, mesmo entregando desempenho do motor próximo ao da Yamaha Crosser 150 e seguindo uma proposta semelhante.
A NK160 chega justamente para corrigir essa diferença. A nova geração recebeu motor mais potente e freio traseiro a disco, buscando entregar um pacote mais competitivo diante das tradicionais rivais.
O que mudou na NK160
Embora mantenha a proposta de uma motocicleta voltada ao uso urbano diário, a NK160 recebeu atualizações nos principais pontos do projeto.
A principal novidade está no motor, que passou de 149 cm³ para 162 cm³. A potência aumentou de 12 cv para 14,3 cv, um ganho de aproximadamente 20%, enquanto a velocidade máxima declarada subiu de 95 km/h para 105 km/h.
Com isso, a NK160 passa a se aproximar da faixa de desempenho da Honda Bros 160, enquanto fica acima da Yamaha Crosser 150 em potência. A proposta continua voltada ao uso urbano e aos deslocamentos diários.
Outra evolução importante está na frenagem. A roda traseira deixa o tambor e passa a contar com disco, enquanto o ABS continua atuando apenas na dianteira.
A Haojue também modernizou a NK160 com iluminação totalmente em LED e entrada USB tipo A de série.
Apesar das melhorias, algumas características foram preservadas. O peso permanece em 138 kg, o tanque continua com 12,2 litros e as rodas seguem com aro 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira.
Primeiras impressões da NK160
A mudança mais evidente está no motor. Os 20% de ganho de potência em relação à NK150 tornam a condução mais agradável, especialmente no uso urbano. Sem pretensão de ser veloz, o monocilíndrico de 162 cm³ entrega respostas compatíveis com seus 14,3 cv e mostra-se disposto para acelerar e retomar velocidade.
Durante a avaliação inicial, um teste rápido pela cidade, com trechos de estrada e de terra, pilotei a maior parte do tempo em terceira marcha na cidade e em segunda nos trechos sem pavimentação, sempre lidando com respostas previsíveis e suficientes para a proposta da motocicleta. Não sobrou desempenho, mas também não faltou para uma trail 160.
Como todo motor monocilíndrico, há vibrações em funcionamento, mas elas permaneceram discretas e não chegaram a incomodar durante o percurso. O câmbio de cinco marchas agradou. Os engates são macios e precisos, com funcionamento suave durante a avaliação.
Na ergonomia, a NK160 se aproxima mais da Honda Bros 160 do que da Yamaha Crosser 150, tanto na posição de pilotagem quanto na sensação ao guidão. A ergonomia é boa para um piloto de 1,83 metro de altura, e a postura facilita o controle da motocicleta em baixas velocidades ou fora do asfalto.
O banco tem espuma de densidade intermediária. No primeiro contato, pareceu confortável, embora uma análise sobre trajetos longos dependa de um teste com maior quilometragem.
A moto transmite leveza e é fácil de conduzir, característica que favorece o uso urbano. Compacta, passa a sensação de uma trail de baixa cilindrada adequada para a rotina da cidade e para trechos ocasionais de piso irregular.
A suspensão foi um dos destaques. O conjunto mostrou bom equilíbrio entre conforto e precisão, absorvendo bem as irregularidades sem comprometer a pilotagem. Nos trechos de terra, transmitiu confiança para acelerar, e a dianteira não apresentou mergulho excessivo nas frenagens.
Os freios também agradaram. O disco traseiro torna a frenagem mais fácil de modular e aumenta a sensação de controle em relação à NK150. A potência do sistema de freios parece adequada ao desempenho e ao peso da motocicleta.
O acabamento fica no mesmo nível das principais concorrentes da categoria. O que talvez pudesse ser diferente é que a NK160 mantém linhas e opções de pintura bastante tradicionais para uma trail de baixa cilindrada, o que pode ser uma decisão proposital para atrair quem gosta do visual trail mais clássico.
Conclusão
Neste primeiro contato, a NK160 mostrou condições de disputar espaço com Honda Bros 160 e Yamaha Crosser 150. As alterações não revolucionam o mercado, mas corrigem justamente os pontos que deixavam a antecessora em desvantagem.
O motor mais potente entrega o desempenho esperado para a proposta, enquanto o freio traseiro a disco melhora a sensação de controle nas frenagens. A suspensão agrada pelo equilíbrio entre conforto e precisão, reforçando a vocação da moto para o uso urbano sem abrir mão da capacidade de encarar pisos irregulares.
Um teste mais longo será necessário para avaliar consumo, conforto em trajetos longos e custos de manutenção, mas a impressão inicial indica que a Haojue deu um passo importante para tornar a NK160 uma opção mais competitiva no disputado segmento das trails de baixa cilindrada.
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