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Preço do carro cai 1,5%; saiba quais modelos puxaram a redução

Valor médio de tabela dos veículos leves caiu de R$ 172,5 mil em 2025 para R$ 170,0 mil em junho de 2026

31 jul 2026 - 09h01
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O preço do carro teve redução de 1,5% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. A informação é da Bright Consulting, com base no valor médio de tabela do mercado. Com isso, o preço público caiu de R$ 172,5 mil para R$ 170 mil.

"A chegada de carros chineses com porte maior a preço de compacto mudou completamente o cenário", analisa Murilo Briganti, COO da consultoria. Ou seja, a competição mais acirrada provocou redução do preço médio do carro no Brasil.

Como modelos responsáveis pela queda, Briganti cita Caoa Chagan Uni-T, Caoa Chery Tiggo 5x, os BYD Dolphin e Dolphin Mini, além do Geely EX2. "Algumas marcas passaram a ofertar mais conteúdo por menos preço", diz.

De acordo com a consultoria, mais expressiva ainda é a redução do preço efetivamente pago pelo consumidor, que caiu 3,5% em termos reais, passando de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil.

Mais concorrentes, preço menor

O consultor aponta que a chegada de novas marcas chinesas é o principal ingretiente para fomentar a redução de preços. Ele lembra que, em muitos casos, esses veículos oferecem um nível de equipamentos significativamente superior ao dos concorrentes tradicionais, sem cobrança proporcional no preço.

Entre os exemplos de soluções, estão sistemas avançados de assistência à condução (Adas), grandes telas multimídia, conectividade, IA embarcada, bancos elétricos, acabamento sofisticado, carregadores por indução, câmeras 360°, teto panorâmico e diversos outros itens passaram rapidamente de diferenciais para equipamentos quase obrigatórios em vários segmentos.

BYD Dolphin Mini tem novidades no mercado chinês
BYD Dolphin Mini tem novidades no mercado chinês
Foto: Divulgação / Estadão

Na prática, parte relevante da competição deixou de ocorrer apenas pelo preço nominal e passou a acontecer pelo aumento do conteúdo entregue ao consumidor pelo mesmo valor — ou até por um valor inferior.

Essa estratégia pressiona diretamente as montadoras estabelecidas, que passaram a ampliar campanhas promocionais, oferecer bônus, reduzir margens e acelerar atualizações de produto para preservar participação de mercado.

"Para o consumidor, isso representa um mercado mais favorável, com maior oferta de tecnologia e melhor relação custo-benefício", conclui Pagliarini.

Estadão
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