Gucci na Fórmula 1: cinco marcas do mundo da moda que também marcaram presença na categoria
Nova patrocinadora master da Alpine, grife italiana reforça a transformação da F1 em vitrine global de moda, luxo e entretenimento
A Gucci será a nova patrocinadora master da Alpine na Fórmula 1 a partir da temporada 2027. Com isso, a equipe francesa, que atualmente conta com o francês Pierre Gasly e o argentino Franco Colapinto em sua dupla de pilotos, passará a competir sob o nome Gucci Racing Alpine Formula One Team.
A parceria coloca uma das casas de luxo mais famosas do mundo no centro do grid. Não como fornecedora de roupa, apoiadora discreta ou coadjuvante em ação de hospitalidade. Mas sim no nome da equipe, na identidade, na pintura, na cara do projeto.
É importante ressaltar que a Fórmula 1 vive, há alguns anos, uma transformação cultural profunda. Deixou de ser apenas o campeonato dos fanáticos por engenharia e estratégia e virou palco de celebridades, moda, streaming, redes sociais, luxo e audiência jovem.
O público feminino também cresceu. De acordo com reportagem da Marie Claire, 43% dos fãs da F1 têm menos de 35 anos e a presença feminina já chega a 42%. Ou seja, para uma marca como a Gucci, estar na Fórmula 1 já não é só aparecer em um esporte caro.
A casa de luxo, porém, não é a primeira marca de moda a enxergar esse caminho. Antes da Gucci, outras grifes, etiquetas e maisons já passaram pelo paddock. Algumas só vestiram equipes ou pilotos. Uma, porém, virou equipe, ganhou corrida, título e entrou para a história.
Confira abaixo cinco marcas do mundo da moda que também deixaram sua assinatura na Fórmula 1.
United Colors of Benetton
Poucas marcas tiveram uma relação tão longa com a Fórmula 1 quanto a Hugo Boss. A história começou ainda nos anos 1970, com apoio ao piloto alemão Jochen Mass. Depois, em 1981, a marca entrou de vez na categoria com a McLaren. A parceria atravessou décadas, e viu o time de Woking vencer campeonatos com Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna e Mika Häkkinen.
Depois de mais de 30 anos ligada à McLaren, a marca mudou de casa. Em 2015, passou a vestir a Mercedes, então potência dominante da era híbrida, vencendo títulos com Nico Rosberg e, claro, Lewis Hamilton. Ficou até 2018, quando deixou a Fórmula 1 e migrou para a Fórmula E.
Tommy Hilfiger é quase um reincidente profissional da Fórmula 1. A marca americana apareceu na categoria no começo dos anos 1990, patrocinando a Lotus. Depois, entre 1998 e 2001, tornou-se parceira da Ferrari, em uma fase na qual a escuderia caminhava para o domínio técnico e midiático com Michael Schumacher.
Anos depois, a Tommy voltou com força. Em 2018, assinou com Lewis Hamilton como embaixador global e se tornou parceira oficial de vestuário da Mercedes. Foi um casamento perfeito para aquele momento da F1. Hamilton já não era apenas um piloto multicampeão, como também um ícone de moda e presença constante no Met Gala — histórico baile beneficente.
A frutífera parceria durou até 2024 e ajudou a reforçar a ponte entre paddock e passarela. Agora, a marca está ligada à Cadillac, que estreou na Fórmula 1 este ano. A Tommy Hilfiger é parceira oficial de vestuário e lifestyle da equipe americana, em um acordo plurianual.
Louis Vuitton
Já que falamos do time de Maranello... Aqui temos um caso particular. A Ferrari não é uma grife que entrou na Fórmula 1. É uma construtora que decidiu aproveitar o hype das pistas para entrar na moda.
A marca italiana tem sua própria linha de roupas, acessórios e coleções de lifestyle. A Ferrari tenta se posicionar como marca de luxo completa, com desfiles, peças assinadas e ambição estética própria.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.