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CNH de A a E: entenda as diferenças entre as categorias para moto, carro e caminhão

Entenda o que muda entre a habilitação A, B, C, D e E, os custos para obter a habilitação, as regras para mudança de categoria e o que mudou na CNH em 2026

1 jun 2026 - 14h01
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Quem pretende tirar a primeira habilitação ou ampliar a categoria da CNH encontra regras diferentes conforme o tipo de veículo que deseja conduzir. No Brasil, a Carteira Nacional de Habilitação é dividida em cinco categorias: A, B, C, D e E. Cada uma delas possui exigências específicas relacionadas ao peso do veículo, à quantidade de passageiros transportados e à finalidade de uso.

Além disso, mudanças recentes flexibilizaram parte do processo de formação de condutores e reduziram custos para quem deseja obter a carteira.

A categoria A é obrigatória para quem deseja conduzir motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos motorizados. Para obtê-la, o candidato deve ter pelo menos 18 anos e ser aprovado nos exames médico, psicológico, toxicológico, teórico e prático, com carga horária prática mínima de 2 horas/aula. Quem já possui CNH B pode acrescentar a habilitação para motos sem precisar repetir todo o processo de primeira habilitação.

Categoria B: a habilitação da maioria dos brasileiros

A categoria B é a mais comum no País porque atende praticamente todas as necessidades de quem utiliza veículos de passeio. Ela permite dirigir automóveis, SUVs, picapes leves e utilitários com peso bruto total de até 3,5 toneladas, com carga horária prática mínima de 2 horas/aula. Também é a porta de entrada para quem pretende futuramente migrar para categorias profissionais.

Quando é preciso ter CNH C?

Os valores variam de acordo com o estado e com os serviços contratados pelo candidato. Em São Paulo, as taxas obrigatórias para a primeira habilitação incluem exame médico (R$ 90), exame psicológico (R$ 90), exame toxicológico (entre R$ 100 e R$ 200, conforme o laboratório credenciado), taxa do exame teórico (R$ 52,83), taxa do exame prático (R$ 52,83) e taxa de emissão da CNH física (R$ 137,79), esta última opcional para quem já utiliza a versão digital.

Somando apenas as taxas obrigatórias, o custo total em SP fica entre R$ 523,45 e R$ 623,45, sem considerar aulas práticas. Em outros estados os valores podem ser bem diferentes — no Paraná, por exemplo, só os exames médico e psicológico somam R$ 404,74.

Qual é a validade da carteira?

A validade da CNH varia conforme a idade do motorista e a categoria da habilitação. Para condutores com até 49 anos, as categorias A e B têm validade de dez anos, enquanto as categorias C, D e E precisam ser renovadas a cada cinco anos. Entre 50 e 69 anos, a renovação ocorre a cada cinco anos para todas as categorias. A partir dos 70 anos, o prazo cai para três anos.

O que mudou na CNH em 2026?

As regras mais recentes trouxeram mudanças importantes para quem deseja obter a habilitação. O curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente em formato online, enquanto o pacote tradicional de aulas práticas deixou de ser obrigatório. Outra novidade foi a possibilidade de utilizar instrutores autônomos credenciados, reduzindo a dependência exclusiva das autoescolas. A expectativa é que as mudanças ampliem o acesso à habilitação e diminuam os custos para os candidatos.

CNH Digital substitui a versão impressa?

Sim. A Carteira Digital de Trânsito (CDT) possui a mesma validade jurídica do documento físico e pode ser apresentada normalmente em fiscalizações. O aplicativo também permite acessar o documento do veículo e outros serviços relacionados ao trânsito.

Qual categoria escolher?

A resposta depende do objetivo do motorista. Para a maioria dos brasileiros, a categoria B é suficiente para dirigir carros e utilitários leves. Quem pretende utilizar motocicletas precisa da categoria A, enquanto os profissionais do transporte normalmente seguem a progressão para as categorias C, D ou E conforme a atividade exercida. Entender as diferenças entre as categorias ajuda a evitar erros no processo de habilitação e facilita o planejamento de futuras mudanças para quem pretende atuar profissionalmente no transporte de cargas ou passageiros.

Estadão
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