Fiat terá Grande Panda no Brasil e vai lançar 5 novos modelos até 2030
Stellantis anuncia investimento de R$ 30 bilhões para a marca italiana e promete lançar carros inéditos e acessíveis no País até o fim da década
A italiana Fiat já tem planos concretos para os próximos cinco anos no Brasil. A marca confirmou oficialmente que vai estrear cinco novos modelos por aqui, onde o cronograma prevê o lançamento de um veículo por ano, começando em 2026 e se estendendo até 2030. A informação foi dada por Fred Battaglia, vice-presidente da marca para a América do Sul, durante um evento em Turim, na Itália. Todos esses lançamentos fazem parte do pacote de investimentos de R$ 30 bilhões já anunciados pela Stellantis para o Brasil.
Quem puxará a fila de lançamentos deverá ser o Grande Panda, que estreia já em 2026 para substituir de uma só vez Mobi e Argo. O hatch com estilo de SUV será produzido em Betim (MG) sobre a plataforma Smart Car, uma derivação da plataforma CMP usada nos Citroën C3, Basalt e Aircross.
Diferente da versão europeia, o carro brasileiro terá ajustes de design e poderá até ganhar um novo nome. Na parte mecânica, contará com o motor 1.0 Firefly de 75 cv e versões mais caras equipadas com sistema híbrido leve, semelhante ao que já existe no Pulse, Fastback e em modelos da Peugeot.
Logo depois, a marca prepara um SUV inédito de sete lugares, posicionado acima do Fastback e feito para disputar espaço com a Chevrolet Spin. O utilitário pode ter porte próximo ao do Jeep Compass e será derivado do Citroën Aircross, por exemplo.
Medindo cerca de 4,40 m de comprimento, será fabricado em Betim a partir de 2027. O motor escolhido é o 1.0 turbo flex com tecnologia híbrida leve de 12V, entregando até 130 cv e 20,4 mkgf, sempre associado a câmbio CVT.
Novos Fastback e Toro também estão previstos; nova Strada chega em 2030
Outro lançamento confirmado é a segunda geração do Fastback, que será construído sobre a base do Basalt. O modelo manterá o estilo cupê, com teto inclinado e pegada esportiva, mas terá melhorias no acabamento interno e nos recursos de tecnologia. O motor deve continuar sendo o 1.0 turbo híbrido leve, já usado em outros veículos da Stellantis.
A picape Toro também vai ganhar uma nova geração dentro desse ciclo. Ela deve migrar para a plataforma STLA Medium, a mesma que servirá ao próximo Compass. A expectativa é que adote motorização híbrida, combinando o motor 1.3 turbo a dois propulsores elétricos, tornando-se assim a primeira picape eletrificada da Stellantis na região.
Por fim, a terceira geração da Strada está programada para o final da década. O projeto utilizará a plataforma STLA Small e também terá opção de motor híbrido leve. Maior do que a atual, deve manter a variedade de versões de cabine simples, estendida e dupla, reforçando o papel de modelo estratégico dentro da gama Fiat.
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