Europa decide taxar os carros elétricos chineses em até 38,1%
Na mesma onda dos Estados Unidos, que sempre influenciam as ações do Velho Mundo, a Europa vai taxar os carros elétricos chineses
Na política, a Europa tem estado cada vez mais alinhada aos Estados Unidos. Na economia, idem. Agora, depois de os EUA subirem a taxa de importação dos carros chineses de 25% para 100%, a Europa vai na mesma toada. Mas não será tão dura com os chineses.
Sob o argumento de que as montadoras chinesas recebem “subsídios injustos”, a União Europeia pretende taxar em até 38,1% os carros elétricos chineses. Mas não todos. Somente a SAIC (dona da MG e que tem ligação com a GM, dos Estados Unidos) será taxada em 38,1%.
A Geely (dona da Volvo) será taxada em 20% e a BYD – novo terror global das montadoras tradicionais e até da Tesla – terá que pagar 17,4% de tarifas. A tarifa média será de 21%.
A China considerou a decisão “um caso típico de protecionismo” e até mesmo algumas montadoras europeias reagiram com reticências sobre a taxação. Isso porque a China é importante para elas.
A Renault, por exemplo, vende o Dacia Spring elétrico na Europa e ele é fabricado na China. De lá ele também vem para o Brasil, onde recebe o nome de Kwid E-Tech.
Segundo a Reuters, a China representa 32% das vendas da BMW, 30% da Volkswagen e 30% da Mercedes-Benz, que criticou a União Europeia por ir na contramão do comércio internacional. Analistas estão tentando entender quem, de fato, ganha com isso.
Recentemente, a Stellantis fechou um acordo com a chinesa Leapmotor para comercializar seus carros elétricos na Europa e nas Américas, numa joint-venture na qual é dominante.