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Europa acelera elétricos puros e mostra caminho diferente do Brasil

Enquanto BEVs e híbridos convencionais avançam no Velho Mundo, híbridos plug-in têm papel secundário, ao contrário do mercado brasileiro

29 jan 2026 - 06h58
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Venda de carros elétricos cresceu 43,2% na Alemanha em 2025
Venda de carros elétricos cresceu 43,2% na Alemanha em 2025
Foto: VW / Guia do Carro

A venda de carros eletrificados ganhou novo impulso na Europa em 2025, mas com uma lógica bem diferente da observada no Brasil. Dados da ACEA – a "Anfavea" europeia – mostram que os elétricos puros (BEV) ampliaram sua participação de 13,6% em 2024 para 17,4% em 2025, somando 1.880.370 unidades. O crescimento foi liderado por mercados estratégicos: Alemanha (+43,2%), Holanda (+18,1%), Bélgica (+12,6%) e França (+12,5%).

Elétricos puros crescem mais que híbridos plug-in

Ao mesmo tempo, os híbridos convencionais (HEV) seguem como a principal tecnologia do mercado europeu. A participação subiu de 30,9% para 34,5%, com 3.733.325 veículos vendidos, reforçando a preferência por soluções eletrificadas sem recarga externa, vistas como mais simples e eficientes para o uso cotidiano.

Os híbridos plug-in (PHEV), por sua vez, avançaram, mas continuam longe do protagonismo. Os europeus definitivamente não gostam muito desse tipo de carros. A participação passou de 7,2% para 9,4%, com 1.015.887 unidades em 2025. Na Europa, o PHEV é tratado como tecnologia de transição específica – bem diferente do Brasil, onde esse tipo de modelo se tornou a principal porta de entrada para a eletrificação, impulsionado por incentivos fiscais, estratégia das marcas e limitações de infraestrutura.

Esse avanço dos eletrificados ocorre em paralelo à queda acelerada dos motores tradicionais. Os carros a gasolina recuaram de 33,3% para 26,6%, enquanto o diesel caiu de 11,9% para 8,9%. O dado reforça uma mudança estrutural no mercado europeu, que avança direto para o elétrico puro e consolida o híbrido convencional como solução de massa, sem depender do PHEV como etapa intermediária dominante.

Mais relevante ainda é considerar que o crescimento dos carros elétricos puros ocorreu antes da chegada de novos modelos de entrada, que têm maior volume, que passarão a ser prioridade das principais marcas europeias a partir de 2026. Isso tende a acelerar a transição para a mobilidade de zero emissão na União Europeia.

Guia do Carro
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