Chevrolet foi a marca mais vendida em abril com 10 mil carros
Total de emplacamentos no mês foi de apenas 51,3 mil veículos. Mercado despencou 67%. Fiat e Volkswagen disputaram o segundo lugar
Bastaram 10.008 carros vendidos para que a Chevrolet terminasse o mês de abril em primeiro lugar no Brasil. Para se ter uma ideia do tamanho da queda, o Chevrolet Onix sozinho vendia cerca de 18 mil unidades antes da pandemia de coronavírus. Segundo dados do Renavam, somente 51.362 carros foram licenciados. Esse número significa uma queda de 67% em relação a março, que já tinha sofrido os efeitos da quarentena em metade do mês. Assim, a Chevrolet manteve a liderança no ranking mensal com 19,5% de participação.
A Fiat e a Volkswagen brigaram pelo segundo lugar, com vantagem para a marca italiana por apenas 306 veículos. A Fiat emplacou 7.517 carros (14,6%) e Volks fechou o mês com 7.211 unidades vendidas (14,0%). Fechando o top 5, em seguida vieram a Toyota, com 4.792 carros (9,3%) e a Ford com 4.439 unidades (8,6%). Outro dado impressionante: na cidade de São Paulo (maior mercado do país), foram registrados pouco mais de 400 carros em abril, contra 52 mil em fevereiro (antes da pandemia).
Porém, segundo especialistas, o número de 51,3 mil unidades registradas pelo Renavam não é real. A agência AutoInforme e o site Automotive Business, especializados em mercado e produção da indústria automobilística, afirmam que as vendas reais podem ter ultrapassado 70 mil unidades, entre automóveis de passeio e comerciais leves. De acordo com levantamento da AutoInforme, em todo o Brasil apenas 2.769 dos 5.570 municípios brasileiros (mais o Distrito Federal) registraram licenciamentos de veículos em abril. Portanto, somente metade dos sistemas de emplacamentos funcionou. Mesmo assim, somente 56 cidades emplacaram mais de 100 veículos.
Segundo o Automotive Business, de janeiro a abril deste ano foram emplacados 583,8 mil veículos leves no Brasil. Esse volume é 27% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram licenciados 801,3 mil carros de passeio e comerciais leves. O fluxo das lojas caiu e o da internet cresceu, mas não a ponto de evitar que as vendas desabassem pelo segundo mês consecutivo.