Caminhar nos dá a ilusão de estarmos em forma, mas o corpo precisa de algo mais: pesos e faixas de resistência
Levantar halteres após a aposentadoria é mais importante do que imaginamos
Se existe uma imagem que define a população aposentada em diversos países do mundo, é a de pessoas caminhando. Ficamos obcecados com os 10 mil passos, com a ideia de nos movimentarmos bastante e com o acúmulo de minutos de atividade aeróbica para desfrutar de supostos benefícios como a redução do colesterol e da pressão arterial, ou um melhor controle do diabetes. Mas há algo que estamos negligenciando e que poderia levar a uma velhice muito mais saudável.
Em consultas médicas, é bastante comum que os pacientes sejam aconselhados a mudar seus hábitos de vida para manter suas doenças crônicas sob controle. Porém, muitas vezes, isso se resume a simplesmente caminhar, já que é fácil, acessível e excelente para a saúde cardiovascular. O problema é que isso se tornou, no imaginário coletivo, a única solução, especialmente para aqueles com mais de 60 anos.
E isso é algo que muitos defendem com unhas e dentes, afirmando categoricamente que se exercitam conforme a recomendação médica. O problema é que o treinamento de força é onde a verdadeira mágica acontece (e não estamos falando de levantar 100 kg no supino aos 70 anos).
A recomendação
As diretrizes internacionais de saúde há muito defendem uma mudança de paradigma na nossa compreensão do exercício físico em determinadas idades. A própria OMS é enfática neste ponto: pessoas com mais de 65 anos precisam de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica por semana (como caminhada rápida), mas também devem incluir "atividades de fortalecimento ...
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