Temporada 5 de Call of Duty Black Ops 6 traz novidades que renovam a experiência
O pacote entrega variedade para quem busca novidades no multiplayer e no modo zumbis
Call of Duty Black Ops 6 entra em sua quinta temporada em um momento delicado. Embora siga recebendo mapas, armas e novidades no modo zumbis, a comparação com Modern Warfare III, lançado no ano passado, evidencia como o volume de conteúdo está abaixo do esperado. Enquanto o antecessor acumulava atualizações robustas, Black Ops 6 parece andar em passos mais curtos, o que pode impactar a forma como a comunidade enxerga a longevidade do título.
Ainda assim, a Treyarch tenta equilibrar a experiência com cenários inéditos, ajustes em modos competitivos e a conclusão da narrativa zumbi, oferecendo pontos de interesse para quem continua acompanhando a temporada.
Mapas novos e um antigo repaginado
Nessa primeira parte da temporada no modo multijogador tivemos três mapas, sendo dois inéditos e um reimaginado do clássico WMD, lançado originalmente em Call of Duty Black Ops.
Os mapas Runway e Exchange são os estreantes na franquia. Runway é baseado em uma missão da campanha em que acompanhamos Sims e Adler no caos de um aeroporto. Apesar de classificado como mapa pequeno, a sensação é diferente, já que ele traz várias salas interligadas, áreas abertas e até um espaço externo próximo a um avião caído. Funcionou bem em modos como Zona de Conflito e Dominação, mas em Mata-mata em Equipe, Sequência Mortal e outros que dependem muito de eliminações, as partidas ficaram arrastadas.
Já Exchange foi o que mais gostei. Também categorizado como mapa pequeno, não possui séries de pontuação por ser um mapa Strike, pensado também para partidas 2v2. Ele se passa em uma feira cheia de corredores e espaços abertos que garantem partidas frenéticas e divertidas. Para muitos, mapas desse tipo acabaram prejudicando o BO6, principalmente o Stakeout, mas Exchange acertou e já entra fácil na lista dos bons mapas do jogo.
Sobre a World Motor Dynasty, ou apenas W.M.D, a escolha da Treyarch foi estranha. O mapa perdeu justamente o que o tornava tão icônico: a neve. Antes ambientado em uma missão da campanha em busca dos segredos do Nova 6, agora virou uma fábrica de carros. Na prática continua sendo o mesmo mapa, com as passarelas que davam visão do respawn inimigo e salas cheias de janelas, mas mais abertas para dar tempo de reação. Ainda assim, se tivesse sido lançado com outro nome, dificilmente alguém reclamaria. Alterar a temática de um dos cenários mais queridos do primeiro Black Ops acabou sendo uma bola fora.
Novas adições para o arsenal
Além dos mapas, duas armas chegaram à seleção do jogo: a ABR A1 e a PML 5.56. A ABR, que muitos vão reconhecer como a AUG já vista em Call of Duty e também em Counter Strike, é um fuzil de assalto desbloqueado na página seis do passe ou pelo arsenal, caso não complete o passe. Já a PML é uma metralhadora leve disponível na página três. Ambas podem ser desbloqueadas gratuitamente.
A ABR A1 é uma ótima adição por já estar ligada à franquia. Ela manteve a mira clássica e, agora como fuzil semiautomático, continua divertida de usar, inclusive em mapas pequenos. A PML demorou um pouco para se tornar competitiva, exigindo desbloqueio de acessórios como carregador rápido e empunhadura que aumenta a velocidade de mira. Depois disso, mostrou-se uma arma letal, especialmente em corredores, onde se destacou pela alta cadência.
Encerramento com grande estilo
Reckoning, localizado como Acerto de Contas, é o último mapa da saga com Weaver, Carver, Maya e Grey, iniciada em Terminus. Ao longo dos mapas, fomos descobrindo quem deu início aos experimentos com zumbis, enquanto rostos conhecidos como Richtofen e a inteligência artificial S.A.M (a própria Samantha, irmã do Richtofen) se tornaram peças centrais da trama.
O desfecho acontece no QG do projeto Janus, mencionado em temporadas anteriores. Ali, a equipe Terminus precisa lidar com um colapso causado pelos reatores de éter, enquanto enfrenta Richtofen em sua tentativa de trazer a família de volta.
A construção narrativa levou a um final satisfatório. O mapa é repleto de andares interligados por elevadores de éter e lançadores gravitacionais que arremessam os jogadores para outras torres cheias de zumbis e etapas de easter eggs. Até o paraquedas se torna essencial para escapar em certos momentos. Os passos até o confronto final não são complicados, mas a luta contra o chefe Uber Klauss oferece o verdadeiro desafio, dividido em duas fases.
A nova Wonder Weapon, chamada Gorgofex, não me agradou tanto. Seu visual grotesco combina com a proposta, mas os disparos carregados não impressionaram perto da icônica Ray Gun, que continua sendo a minha favorita.
É provável que o jogo ainda tenha mais uma temporada, mas Acerto de Contas encerra o ciclo de mapas do modo zumbis em Black Ops 6 com qualidade. O modo foi de longe o maior acerto do jogo, e agora a expectativa é alta para a sequência, especialmente com o retorno de personagens queridos como Nikolai, Takeo e Tank Dempsey.
Considerações
A Temporada 5 mostra que Black Ops 6 continua tentando encontrar um ritmo consistente para manter sua base de jogadores engajada. Os novos mapas, armas inéditas e mudanças no multiplayer oferecem variedade, mas ainda deixam a sensação de que há espaço para entregas mais ousadas.
Apesar de algumas escolhas polêmicas, como a repaginação de W.M.D., a temporada cumpre o papel de expandir o jogo e preparar o terreno para o futuro da série. O destaque fica para o modo zumbis, que encerra seu arco narrativo com peso e deixa os fãs com expectativa para o que virá a seguir.
Call of Duty Black Ops 6 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, podendo ser jogado também via Game Pass.