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Once Upon a Katamari traz de volta o caos divertido e criativo da franquia

O retorno da série mostra que o caos colorido de Katamari ainda tem seu charme

23 out 2025 - 15h15
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Once Upon a Katamari traz de volta o caos divertido e criativo da franquia
Once Upon a Katamari traz de volta o caos divertido e criativo da franquia
Foto: Reprodução / Bandai Namco

Fazia tempo que o mundo não via uma nova entrada da franquia Katamari. Desde os relançamentos e coletâneas, a série andava em silêncio, deixando os fãs órfãos do seu humor absurdo, da trilha sonora inconfundível e daquela sensação quase hipnótica de sair grudando tudo pelo caminho. Mesmo depois de tantos anos, ainda é difícil encontrar outro jogo que consiga misturar o bizarro e o encantador de um jeito tão natural.

Poucos títulos conseguem equilibrar simplicidade, criatividade e personalidade da forma como Katamari faz. Once Upon a Katamari chega justamente para provar que esse estilo ainda tem espaço, e que o caos colorido e divertido criado pela Bandai Namco continua sendo um respiro no meio de tantos jogos que tentam ser sérios demais.

O retorno de Katamari 

Em Once Upon a Katamari, a trama começa quando o Rei de Todo o Cosmo destrói a Terra e todo o sistema solar enquanto brincava com seu pergaminho. Para corrigir o desastre, o Príncipe e seus primos são enviados em uma jornada através do tempo e do espaço, visitando diferentes períodos históricos da humanidade para restaurar o universo que ficou de ponta-cabeça devido ao descuido do rei.

Falando assim, a história pode parecer meio boba, mas é exatamente o tipo de humor que combina com a franquia. As cenas são divertidas, cheias de carisma e bem animadas, com o Rei roubando a cena em cada aparição, principalmente quando interage com personagens de outras eras. A trilha sonora, como sempre, é um show à parte e facilmente entraria na playlist de qualquer um.

A jogabilidade segue o estilo clássico da série Katamari. O objetivo principal ainda é rolar uma bola que gruda praticamente tudo o que aparece pelo caminho, em fases com metas variadas — aumentar o tamanho da Katamari dentro do tempo limite, coletar itens valiosos ou limpar um cômodo, entre outros desafios. Durante as missões, o Príncipe visita lugares como o Japão Feudal, a Grécia Antiga e até o período jurássico, mas essas mudanças são mais visuais do que mecânicas, servindo apenas para contextualizar a história.

O Rei sempre rouba a cena toda vez que aparece
O Rei sempre rouba a cena toda vez que aparece
Foto: Reprodução / Matheus Santana

No geral, a jogabilidade não é muito complexa, apenas me senti um pouco distraído quando o Rei falava, pois ele pegava um grande espaço na tela quando estava focado em sair coletando tudo para a Katamari ficar maior, e nesses momentos que ele dialoga, nem sempre é uma informação tão importante, o que chegou a atrapalhar um pouco durante as fases que possuíam tempo para concluir.

Como é uma nova entrada da franquia, colocaram uma opção de controle simplificado, feita para quem nunca rolou uma Katamari antes. Mas também tem o modo “Usual”, que é o clássico de sempre, com os dois analógicos controlando o movimento. O “Simple” usa só um analógico, o que facilita bastante, mas, sinceramente, tira parte da graça. O esquema tradicional é muito mais divertido e nem é tão difícil de pegar o jeito.

Durante as fases, é possível encontrar os Freebies, que funcionam como power-ups. Entre eles, o mais útil é o ímã, que ajuda a aumentar a Katamari rapidamente. Já nas fases de limpeza, o poder que paralisa o tempo é ótimo para quem busca pontuações mais altas. Ainda assim, o ímã continua sendo o destaque entre as habilidades.

Explorar os diferentes períodos históricos é uma das partes mais divertidas do jogo
Explorar os diferentes períodos históricos é uma das partes mais divertidas do jogo
Foto: Reprodução / Matheus Santana

A S.S. Prince é o nosso meio principal para viajar entre os períodos históricos. Um detalhe bem legal é que, quando a nave pousa em algum ponto no tempo, dá para explorar o local livremente e ter uma ideia das missões disponíveis ali. Dentro dela, dá para personalizar o Príncipe como quiser, trocando expressões faciais, cores e outros detalhes visuais.

Outra forma de deixar o personagem do seu jeito é encontrando presentes escondidos durante as fases. O jogo é bem generoso nessa parte, com muitas opções de customização. E o mais divertido é que, ao criar um Príncipe do zero, dá para colocar seu próprio nome nele. Nas cenas e nos diálogos com o Rei, esse nome aparece na tela, o que deixa tudo mais engraçado.

Sobre o desempenho, testei o jogo no Steam Deck e, sinceramente, ele é perfeito para consoles portáteis. Roda super bem e me surpreendeu ver o contador marcando mais de 400 quadros por segundo. Mesmo jogando com as configurações no “High”, não notei nenhuma queda de desempenho. Tudo fluiu de forma bem suave, do jeito que um Katamari merece.

Considerações

Once Upon a Katamari - Nota 8
Once Upon a Katamari - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Once Upon a Katamari é um retorno divertido e cheio de energia, que mantém o espírito da série vivo sem precisar reinventar o que já funciona. O humor, a direção de arte vibrante e a trilha sonora continuam encantando, e o novo sistema de customização adiciona um toque de personalidade bem-vindo.

Mesmo sem trazer grandes inovações, ele mostra que Katamari ainda tem espaço no cenário atual. É uma celebração da criatividade e do absurdo, lembrando que às vezes o simples ato de rolar uma bola gigante pode ser mais divertido do que qualquer revolução técnica.

Once Upon a Katamari chega em 24 de outubro para PC, PlayStation 5, Switch e Xbox Series.

Esta análise foi feita no PC, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Bandai Namco.

Fonte: Game On
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