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Forza Horizon 6 entrega o Japão que os fãs esperavam há anos

Progressão mais valorizada e um Japão cheio de atividades, Forza Horizon 6 recupera parte da identidade clássica da série

25 mai 2026 - 14h02
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Forza Horizon 6 entrega o Japão que os fãs esperavam há anos
Forza Horizon 6 entrega o Japão que os fãs esperavam há anos
Foto: Reprodução / Xbox Game Studios

Poucas franquias de corrida conseguiram criar uma identidade tão forte quanto Forza Horizon ao longo dos anos. Misturando mundo aberto, eventos marcantes e uma liberdade quase constante para dirigir sem rumo, a série acabou se tornando uma das principais referências quando o assunto é jogo de corrida arcade. Ainda assim, os últimos títulos começaram a dividir parte da comunidade, justamente pela sensação de progresso cada vez menor dentro do festival.

Depois de anos de pedidos, a Playground Games finalmente leva o Horizon para o Japão e aproveita essa mudança para recuperar parte do sentimento clássico da franquia. Toda a ambientação ajuda nisso, desde as estradas montanhosas e corridas Touge até as cidades iluminadas e o sistema de progressão mais valorizado, fazendo Forza Horizon 6 transformar essa nova edição do festival em uma das mais interessantes da série.

Torne-se a lenda do festival

Em mais uma edição do torneio que leva o nome da série, o festival Horizon desta vez nos leva até o Japão, algo pedido pelos fãs desde o primeiro Forza Horizon lançado em 2012 para o Xbox 360, e nosso objetivo é nos tornarmos a nova lenda do Horizon.

Algo que foge bastante dos últimos Horizon, olhando para a parte narrativa, é que não somos mais alguém famoso dentro do festival, mas apenas um turista conhecendo o país pela primeira vez ao lado dos amigos, que também decidem participar do torneio junto com a gente. Este Forza também marca o retorno do sistema de pulseiras, algo pedido há bastante tempo pelos fãs por combinar muito com a identidade do festival.

A volta das pulseiras ajudou a resolver um problema que a própria Playground acabou criando nos dois últimos jogos da série, que era justamente a falta de progressão. Algumas pessoas podem achar ruim precisar grindar para evoluir as pulseiras por conta da baixa quantidade de pontos recebidos nas corridas, mas é exatamente essa sensação de crescimento dentro do campeonato que faz muita gente ainda considerar o primeiro Horizon o melhor da franquia.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

O mapa do Japão é facilmente um dos mais bonitos que a desenvolvedora já criou. Temos regiões inspiradas em Tóquio, áreas costeiras como Ito, campos floridos em Hokubu, florestas de bambu em Minamino e partes montanhosas cobertas de neve em Sotoyama. Alguns desses locais não usam os nomes reais completos, justamente para funcionar melhor dentro do universo do jogo, mas as adaptações ficaram naturais e não destoam das inspirações originais.

Outra novidade interessante é que o mapa não fica totalmente revelado logo no começo. Algumas corridas aparecem automaticamente, mas atividades como os rolezinhos, corridas Touge contra rivais e parte dos eventos de rua só surgem quando estamos próximos delas. Isso ajuda bastante a criar aquela sensação recompensadora de querer explorar todas as estradas disponíveis.

As outras provas seguem o padrão já conhecido da série. Temos corridas de terra, cross country, eventos de estrada, radares de velocidade e áreas de drift. O grande destaque continua sendo os eventos de pulseira usados para desbloquear as próximas categorias. Mais uma vez, essas corridas conseguem ser extremamente divertidas, principalmente em momentos como uma disputa em um píer cheio de contêineres, descidas por montanhas cobertas de neve e até um evento envolvendo um robô gigante.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Mesmo parecendo que o mapa gira apenas em torno dessas corridas, existe uma quantidade absurda de atividades espalhadas pelo mundo. Há placas de experiência, mascotes escondidos para destruir, celeiros com carros antigos para restaurar, veículos abandonados descobertos apenas por meio de fotos, clubes de drift, desafios de fotografia e até trabalhos de entrega de comida.

As casas compráveis também retornam, mas agora com diferenças mais interessantes entre elas. Existe toda uma parte focada em customizar as garagens com mesas, pneus, decoração e vários outros detalhes. Também é possível baixar criações feitas pela comunidade, incluindo algumas extremamente criativas, como garagens inspiradas em Halo, embora elas custem muitos créditos.

Sobre a jogabilidade, não existe muito mistério. Continua sendo aquele estilo arcade que a série domina muito bem, mas senti que os carros estão deslizando menos durante os drifts, mesmo sem grandes ajustes de tunagem. O maior problema acaba sendo a IA dos adversários. Algumas corridas chegam perto do frustrante porque os rivais simplesmente não erram e ainda jogam de forma extremamente agressiva quando estamos na frente, empurrando nosso carro para fora da pista com facilidade.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Elogiar o trabalho de som em um Horizon quase parece chover no molhado, mas é impossível ignorar como a Playground continua absurda nesse aspecto. Cada carro possui diferenças perceptíveis na aceleração, escapamento e troca de marcha, dependendo do terreno e da câmera utilizada. Jogar usando fones acaba sendo praticamente obrigatório para perceber o cuidado colocado em cada detalhe sonoro.

As rádios também merecem destaque desta vez. Praticamente todas possuem ao menos uma música japonesa em suas programações, além de existir uma estação totalmente dedicada a artistas japoneses, chamada Gacha City Studio. Algo curioso é que a radialista dessa estação permanece falando em japonês mesmo com a dublagem em português ativada, detalhe que ajuda bastante na sensação de realmente estarmos visitando outro país.

De tudo que o jogo oferece, existe apenas um problema que continua destoando bastante, que é a customização dos personagens e os próprios NPCs vistos pelo mapa. Claro que o foco da série sempre foi nos carros e no mundo aberto, mas quando vemos os personagens em cenas mais próximas, a qualidade visual deles acaba ficando muito abaixo do restante do jogo.

Considerações

Forza Horizon 6 - Nota 9,5
Forza Horizon 6 - Nota 9,5
Foto: Divulgação / Game On

Forza Horizon 6 consegue recuperar boa parte da identidade que muitos sentiam falta na franquia. O retorno das pulseiras, a exploração mais valorizada e a sensação de progressão ajudam bastante a transformar o festival novamente em algo recompensador, enquanto o mapa no Japão entrega um dos cenários mais variados e bonitos já feitos pela Playground Games.

Mesmo com problemas na IA dos adversários e personagens que continuam visualmente abaixo do restante do jogo, o pacote geral funciona muito bem graças às corridas divertidas, a trilha sonora excelente e a enorme quantidade de atividades espalhadas pelo mapa. No fim, Horizon 6 consegue transformar o Japão em um dos festivais mais interessantes que a série já teve.

Forza Horizon 6 está disponível para PC e Xbox Series, podendo ser jogado também via PC Game Pass e Game Pass Ultimate.

Esta análise foi feita no Xbox Series S via Game Pass.

Fonte: Game On
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