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Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok entrega mais conteúdo sem perder o ritmo

Nova campanha e o modo Confluência entregam mais conteúdo para os fãs, mesmo sem escapar da repetição

7 jul 2026 - 11h58
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Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok entrega mais conteúdo sem perder o ritmo
Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok entrega mais conteúdo sem perder o ritmo
Foto: Reprodução / Cygames

Quem terminou Granblue Fantasy: Relink provavelmente ficou com aquela sensação de que ainda havia espaço para novas aventuras naquele universo. O elenco, o sistema de combate e o próprio Espaço Celeste de Zegagrande pareciam ter muito mais a oferecer do que a campanha principal conseguiu explorar.

Endless Ragnarok aproveita justamente essa oportunidade. Em vez de apostar apenas em uma nova sequência de missões, a expansão amplia a história, apresenta desafios inéditos e adiciona um modo pensado para quem pretende continuar evoluindo seus personagens por muitas horas.

Uma nova ameaça nos céus

Após os eventos de Granblue Fantasy: Relink, quando os planos da Astral Lilith foram impedidos pelo nosso grupo de heróis, um período de paz finalmente parecia ter chegado ao Espaço Celeste de Zegagrande. Essa tranquilidade, porém, dura pouco. Um novo mal surge nas sombras com a aparição dos misteriosos seres conhecidos como Ragnalia, que anunciam o fim dos tempos, e cabe novamente ao grupo impedir que essa ameaça coloque todo o mundo em risco. 

No geral, a trama da expansão segue praticamente a mesma fórmula da campanha original, com aquela velha ideia de sermos o único grupo capaz de impedir um mal supremo, algo bastante comum em RPGs. Desta vez, porém, o senso de urgência acaba funcionando melhor por conta dos inimigos e, principalmente, das batalhas contra os chefes. 

Como a proposta é continuar a história sem alterar sua estrutura principal, o resultado é bastante positivo. A expansão mantém o tom épico dos capítulos finais de Granblue Fantasy: Relink e consegue sustentar o nível que havia sido estabelecido anteriormente.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Conhecida como Confluência, a principal novidade da expansão, além de continuar a história, é um modo claramente inspirado nos roguelites e roguelikes já conhecidos. A estrutura segue o padrão do gênero, colocando nas nossas mãos a escolha do caminho até chegar aos minibosses e ao chefe principal de cada run.

A diferença é que existe a possibilidade de salvar o progresso ao encontrar a rota do Limbo, local que também permite trocar as Auras, habilidades adquiridas ao longo da jornada. Algumas rotas ainda fogem do combate tradicional, como uma que transforma a progressão em um desafio de encontrar diferenças no cenário antes que o tempo acabe. 

Pensando na evolução dos personagens, Confluência acaba sendo um modo bastante divertido, ainda mais agora que o nível máximo foi aumentado, quase funcionando como um sistema de prestígio que libera novas habilidades para todo o elenco. Mesmo assim, ele acaba sofrendo do mesmo problema que acompanha boa parte dos roguelikes. Apesar de cada tentativa apresentar pequenas diferenças, a sensação de repetição aparece relativamente rápido e passa a impressão de que boa parte do conteúdo já foi vista. 

Foto: Reprodução / Matheus Santana

O combate, por outro lado, continua sendo um dos grandes destaques de Granblue Fantasy: Relink. A base permanece praticamente a mesma, com batalhas muito mais próximas de um hack and slash do que de um soulslike, incentivando a criação de combos, a quebra da defesa dos inimigos e o uso coordenado das habilidades especiais do grupo. O elenco jogável, que já era bastante extenso, também recebeu novos personagens na expansão, tornando ainda mais difícil escolher apenas três companheiros favoritos para formar a equipe. 

Para não dizer que faltam novidades nas batalhas, agora também é possível invocar criaturas durante os confrontos, em um sistema que lembra bastante os Final Fantasy mais recentes. Conforme a luta avança, a barra de invocação é carregada e permite que Lyria convoque essas criaturas. O mais interessante é que algumas delas podem até ser controladas diretamente, dando ao jogador a liberdade de escolher quais habilidades utilizar durante esse período. 

Entre todas as novidades, o único ponto que realmente me incomodou foi a duração das batalhas contra os chefes. Visualmente, elas são excelentes, tanto pela trilha sonora quanto pelas animações dos golpes especiais do nosso grupo e dos adversários. O problema é que muitos desses confrontos acabam se transformando em verdadeiras esponjas de dano. Mesmo utilizando equipamentos de nível elevado, algumas lutas chegavam a levar vários minutos apenas para reduzir uma pequena parte da barra de vida do chefe, o que acaba diminuindo o impacto de momentos que deveriam ser ainda mais épicos.

Considerações

Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok - Nota 8
Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Mesmo sem reinventar Granblue Fantasy: Relink, Endless Ragnarok consegue justificar sua existência. O novo arco da história mantém o clima épico da campanha principal, o combate continua extremamente divertido e as novas mecânicas mostram que ainda havia espaço para expandir esse universo.

Dito isso, Confluência perde parte do impacto conforme as runs se repetem e algumas batalhas contra chefes acabam se prolongando além do necessário. Ainda assim, quem já gostava da aventura original encontra aqui uma expansão que adiciona boas horas de conteúdo e reforça aquilo que Relink faz de melhor, mesmo sem alcançar o mesmo nível de surpresa da campanha base.

Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok chega em 9 de julho para PC, PlayStation 4, PlayStation 5 e Switch 2.

Esta análise foi feita no PC, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Cygames.

Fonte: Game On
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