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Nova sensação dos games, Arc Raiders empolga com desafio elevado

Jogo de tiro e extração da Embark Studios tem tudo para popularizar o gênero de vez

4 nov 2025 - 19h22
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Arc Raiders
Arc Raiders
Foto: Divulgação

De tempos em tempos, alguns jogos parecem surgir do nada para conquistar uma multidão de fãs, tornando-se uma verdadeira sensação entre os jogadores sempre ávidos por novidades. Esse é o caso de Arc Raiders, 'shooter de extração' da Embark que está batendo recordes de jogadores no Steam.

Lançado na última sexta-feira, 30 de outubro, para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S, Arc Raiders é um jogo de tiro em que os jogadores precisam invadir mapas em ruínas futuristas que foram tomadas por máquinas assassinas. Você tem meia hora para entrar, vasculhar os escombros, cumprir missões e lutar contra os robôs - mas também é preciso ficar esperto com outros jogadores, que podem decidir abater e saquear o seu personagem. Ao final, é preciso correr para um elevador, estação de metrô ou escotilha para fugir antes que o tempo acabe. Quanto mais a partida avança, menos saídas ficam disponíveis, aumentando a tensão e a chance de você acabar tendo que lutar contra outros jogadores.

Com algumas variações, essa fórmula já foi vista em jogos 'cult' como Escape from Tarkov, e em modalidades de jogo em games como The Division (a Zona Cega é basicamente um extraction shooter dentro do MMO da Ubisoft) e até mesmo Call of Duty: Warzone (tanto o modo Plumber quanto o mais recente DMZ são exemplos dessa modalidade). Porém, nenhum jogo AAA conseguiu repetir o sucesso de Tarkov. Há vários jogos de extração em desenvolvimento hoje, e Arc Raiders parece ter chegado para popularizar o gênero de vez.

Produzido pela Embark Studios, mesma produtora do battle royale The Finals, e com vários ex-desenvolvedores de Battlefield em suas fileiras, Arc Raiders traz todas as mecânicas dos jogos de extração, mas envelopadas com uma ambientação cativante: suas paisagens são ao mesmo tempo apocalípticas e 'retro-futuristas', me lembrando alguns cenários de Star Wars, principalmente o que é visto em Andor e Rogue One. Das naves caídas até o estilo das roupas dos personagens dos jogadores, tudo tem essa pegada de um 'futuro dos anos 1980', que é simplesmente muito legal.

O jogo é todo em terceira pessoa, ao contrário de outros jogos de tiro de extração, o que funciona muito bem: você tem uma percepção melhor dos arredores enquanto vasculha prédios arruinados, ferro-velhos e refinarias vigiadas por drones e outras máquinas de guerra que não pareceriam estranhas em Tales from the Loop ou The Electric State (esqueça a série da Netflix, leia o livro!). Com destroços com um pé na realidade, tudo o que é mais fantástico em Arc Raiders salta aos olhos, sejam seus robôs guerreiros ou elementos do cenário, como os lagos vermelhos de um dos mapas.

Você se aventura sozinho ou com até outros dois jogadores, dá para encontrar mais gente para jogar rapidinho. O ideal é se comunicar com um microfone, mas o jogo também oferece uma roda de emotes muito útil. Mais de uma vez, evitei um confronto com um pedido de "não atire" ao encontrar outro Raider perambulando sozinho. Nem todo mundo é amigável, mas acredite, dá para cooperar com muita gente se você não sair apertando o gatilho ao avistar outra pessoa. Aliás, fique sempre com os ouvidos alertas: você percebe a aproximação e a distância dos outros jogadores pelo barulho com muita facilidade - os ex-devs de Battlefield trouxeram toda sua experiência para cá.

Mas quando precisar atirar, se prepare: o combate é brutal e suas armas iniciais não são lá essas coisas. É preciso aprimorá-las em bancadas na sua base entre as missões, dando uma utilidade para as tralhas que coleta na superfície. Também há uma série de missões para cumprir para os diferentes vendedores da cidade subterrânea de Speranza. Cada extração bem sucedida ajuda você a aprimorar seu equipamento, sua base ou mesmo seu Raider, que pode investir pontos de habilidade em três árvores de perícias diferentes, de acordo com seu estilo de jogo. Não parece haver um limite de nível, mas eu senti que é melhor dedicar seus pontos em uma árvore específica do que tentar ser bom em tudo.

Arc Raiders tem crossplay entre as três plataformas, vários mapas para explorar, passes de batalha e mais conteúdo chegando em dezembro. Com muitos planos para o futuro, e com o estúdio sempre atento aos pedidos da comunidade, o jogo da Embark parece uma aposta certa para quem busca um novo mundo para se aventurar... e a adrenalina de um DayZ ou PUBG, com jogadores sempre de olho no saque uns dos outros. As mecânicas de extração, a ambientação retro-futurista/apocalíptica e o tiroteio cooperativo parecem conceitos simples, mas Arc Raiders conseguiu juntá-los em um equilíbrio excelente, que mantém você voltando para mais uma partida, e outra, e mais uma... e mais uma.

Arc Raiders - Nota 8,5
Arc Raiders - Nota 8,5
Foto: Divulgação

Eu joguei Arc Raiders no PC, em uma máquina próxima das configurações máximas recomendadas, mas é válido apontar que o jogo roda bem mesmo em computadores mais modestos: a GPU mínima pedida pela Embark é uma GeForce GTX 1050 Ti ou uma Radeon RX 580. Ao que parece, o jogo roda bem até mesmo em portáteis como o Steam Deck.

Arc Raiders está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

*Esta análise foi feita no PC, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Embark Studios. 

Fonte: Game On
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