PUBLICIDADE

Alone in the Dark traz experiência clássica de jogos de terror

Game é remake do clássico lançado em 1992, considerado o pai do horror de sobrevivência

19 mar 2024 - 11h33
(atualizado às 11h33)
Compartilhar
Exibir comentários
Alone in the Dark traz experiência clássica de jogos de terror.
Alone in the Dark traz experiência clássica de jogos de terror.
Foto: Reprodução

Lançado em 1992, o jogo original de Alone in the Dark foi revolucionário para a época e se tornou um clássico, estabelecendo as bases do gênero horror de sobrivência e sendo referência para o surgimento de grandes franquias, como Resident Evil e Silent Hill.

Agora, mais de 30 após seu lançamento, o jogo está de volta totalmente reformulado em uma remake que tem a assinatura da desenvolvedora Pieces Interactive e publicação da THQ Nordic. Ironicamente, o lançamento segue os passos dos recentes, e bem-sucedidos, remakes de Resident Evil, franquia que Alone ajudou a criar décadas atrás.

Mas será que esse novo Alone in the Dark consegue atender as expectativas dos fãs de longa data e da nova geração de entusiastas do horror de sobrevivência?

Uma história de mistério e insanidade

Assim como no jogo original dos anos 90, Alone in the Dark começa apresentando nossos dois protagonistas: Emily Hartwood, a jovem que recebeu uma carta perturbadora de seu tio, que desapareceu após internamento na Mansão Derceto, um local que serve para tratamento para pessoas mentalmente instáveis; e Edward Carnby, um detetive particular contratado por Emily para ajudá-la a encontrar respostas.

Escolha um dos dois personagens, que são interpretados pelos atores Jodie Comer (da série Killing Eve) e David Harbour (Stranger Things), e se prepare para entrar na mansão, com uma história ambientada na década de 1920, apresentando cenários de filmes noir, e recheado com elementos clássicos dos contos de terror surreal de H.P. Lovecraft e dos dramas policiais investigativos de Agatha Christie.

Embora, no início, Emily e Edward tenham um começo semelhante na história, seus caminhos eventualmente divergirão e vão acessar áreas exclusivas para cada personagem. Além disso, as suas interações com os os outros personagens, os moradores e pacientes de Decerto, serão diferentes de acordo com o personagem escolhido, levando a cenas e diálogos completamente únicos.

A narrativa é um dos pontos fortes do jogo, que vai nos apresentando personagens interessantes e misteriosos no decorrer da aventura. Vale citar que o elemento surreal, uma herança de Lovecraft, pode deixar alguns jogadores confusos, sem saber o que está acontecendo. Caso se sinta meio perdido, fica a dica de ler todos os documentos e cartas encontradas no jogo, que servem justamente para te dar mais explicações e detalhes dessa narrativa habilmente construída e complexa.

Inicie a jornada

Foto: Reprodução

Sua missão principal no jogo é descobrir o que aconteceu com Jeremy Hartwood, que está desaparecido, e para isso terá que explorar a fundo a mansão, que é bem mais do que aparenta e esconde muitos segredos, incluindo estranhas anomalias e portais para mundos de pesadelos.

O jogo apresenta os pilares clássicos de uma aventura de terror de sobrevivência, ou seja, uma exploração profunda, quebra-cabeças desafiadores e uma história emocionante. Também temos um pouco de combate contra criaturas sombrias, mas esse não é o foco da jogabilidade - você inclusive pode evitar os combates, fugindo ou se esgueirando dos inimigos.

Além de armas brancas como pás e porretes, que se quebram após um tempo, nossos heróis podem utilizar armas de fogo, mas claro, sempre com uma munição escassa. Além da pistola inicial, podemos encontrar pelo caminho uma espingarda, uma metralhadora e uma arma sinalizadora. Nos cenários sempre há garrafas por perto, que servem de ótimos coquetéis molotov para incendiar os inimigos.

Foto: Reprodução

Vários quebra-cabeças serão encontrados dentro da mansão, e os jogadores que apreciam um bom desafio, tem a opção de desligar todos os sistemas de ajuda, que estão ativados por padrão. Desligando todos eles, o jogo não mostrará mais pontos interativos nos cenários e nos mapas ou ainda destacar pistas ocultas em textos de cartas e documentos, deixando a sua experiência de detetive mais raiz e envolvente, ao estilo dos anos 90, tendo que descobrir tudo por conta própria.

Além dos recursos básicos como saúde e munição, e das pistas que ajudam na resolução dos quebra-cabeças, também é possível encontrar itens especiais chamados "Lagniappes", ou Regalos na tradução em português, que são "pequenos presentes" e não são essenciais para a sua jornada. Três deles formam um conjunto que irá revelar conhecimentos proibidos e às vezes até mais.

Mas fique esperto, pois você só poderá achar todos os 15 colecionáveis se jogar com os dois personagens. Além disso, a desenvolvedora afirma que, completar certos conjuntos de Lagniappes irá desbloquear finais alternativos para uma segunda ou terceira jogada, exclusivas de Edward ou Emily. Encontre todos e veja um outro final e até mesmo uma cena secreta.

Talentos de Hollywood

Foto: Reprodução

Além de emprestar suas aparências, Jodie Comer e David Harbour também dublam os seus personagens em seus primeiros papéis nos videogames. Ambos são grandes atores, mas em alguns momentos tive a sensação que estavam meio retraídos na atuação de Emily e Edward, se expressando de forma meio tímida ou sem muita emoção, que estão apenas lendo um texto.

Infelizmente não tivemos uma dublagem em português para poder comparar, mas no geral, Comer e Harbour fazem um bom trabalho. E fora as dublagens, o jogo todo está disponível em português brasileiro, com legendas e traduções de menus e textos, que são imprescendíveis para acompanhar a história e coletar as pistas necessárias.

Ainda na parte do áudio, a trilha sonora merece destaque pelos temas de doom jazz, um estilo de jazz com andamento mais lento, sombrio e envolvente, uma combinação poderosa e perfeita com a ambientação de 1920. Os efeitos sonoros completam o pacote, entregando um mundo cheio de sons que farão o jogador se arrepiar enquanto explora áreas escuras e sombrias.

A campanha é curta e leva cerca de 6 a 10 horas para ser concluída por cada personagem. Se você for do tipo explorador, que gosta de fuçar cada cantinho, e desligar os sistemas de ajuda, pode aumentar algumas boas horas na duração do jogo.

Encontrei alguns bugs e quedas de taxa de quadros durante as minhas partidas, mas nada que atrapalhasse muito a performance do jogo, elementos que podem ser corrigidos em futuras atualizações. Por fim, vale ressaltar que o game não apresenta nada de revolucionário para o terror de sobrevivência, oferecendo mêcanicas e fórmulas já vistas em outros jogos do gênero.

Considerações

Alone in the Dark – Nota: 8
Alone in the Dark – Nota: 8
Foto: Reprodução / Game On

Alone in the Dark é uma reimaginação que vai agradar os fãs da clássica franquia criada na década de 1990, assim como os jogadores que apreciam um bom jogo do gênero de terror de sobrevivência. O game apresenta uma ambientação primorosa cheia de detalhes na década de 1920 e um bom fluxo na trama e na apresentação do elenco de personagens, com um estilo de detetive noir e terror cósmico de H.P. Lovecraft. É verdade que o jogo não reinventa as fórmulas do gênero de terror de sobrevivência, mas sua atmosfera e trama são os suficientes para garantir aos jogadores boas horas na frente da tela. Que venha logo um Alone in the Dark 2.

Alone in the Dark chega em 20 de março para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

*Esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela THQ Nordic.

Fonte: Game On
Compartilhar
Publicidade
Publicidade