Diniz comenta sobre negociação com Cuiabano e justifica bronca em Nuno
A moral de Fernando Diniz com a torcida do Vasco está baixa. Mesmo assim, sua influência nos bastidores do clube é algo positivo.
O Vasco não saiu do zero contra o Madureira e perdeu a oportunidade de encaminhar sua classificação para as quartas de final do Cariocão. Sob comando de Diniz, o cruzmaltino ainda não teve uma atuação consistente no ano. Por isso, a pressão sob o técnico aumentou.
Em entrevista coletiva, o criticado Fernando Diniz comentou sobre a negociação com Cuiabano, que está a caminho do Vasco da Gama.
"Eles vão disputar posição e vai jogar o melhor, é sempre bom ter jogador de qualidade. Se confirmar a vinda do Cuiabano é um ganho muito grande para o Vasco", afirmou.
Em relação ao episódio da partida contra o Mirassol, quando Diniz se alterou ao falar com Nuno Moreira, o técnico vascaíno explicou que seu jeito explosivo não impacta de forma negativa nos jogadores. Ele ainda citou Rayan como exemplo.
"Eu sou um cara que me entrego completamente pra ajudar os jogadores. Então, da minha parte, não tem falta de respeito. De maneira alguma. Tanto é que os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo. E até aqueles que não trabalharam, quando eu ligo, tem vontade de trabalhar. A notícia verdadeira corre entre os jogadores. E eles melhoram, quase que na sua maioria. É uma vida de entrega. Depois eu vi o lance… Se eu pudesse, com a presença das câmeras ter percebido aquilo… Se eu tivesse uma esperteza de perceber aquilo, talvez eu não tivesse feito. Esse foi o meu erro ali, mas das coisas que eu falei, de como eu trato jogador. A maneira que eu tenho de ajudar os jogadores, a cobrança que eu faço é um dos pilares de eu conseguir ajudá-los", disse o treinador do Vasco.
"É um papel difícil, não é para qualquer um. Eu me exponho em favor do jogador. Eu não vou trocar uma crítica das pessoas, muitas vezes com malícia, por receber um carinho como eu recebi do Rayan, como foi com o Brenner quando chegou aqui, Bruno Guimarães… O meu temperamento é esse. Ele pode ajustar, pode melhorar. Repito, se eu tivesse percebido a presença da câmera, ali eu teria segurado e não teria sido tão enérgico na cobrança, mas por conta das coisas de fora. Mas, internamente, a minha maneira de tratar o jogador é aquilo, com muita conversa, muita amorosidade", acrescentou Fernando Diniz.
O Vasco volta a campo na quinta-feira (5), contra a Chapecoense, para buscar a primeira vitória no Brasileirão 2026. O duelo será em São Januário, às 20h.