Tribunal italiano absolve esgrimistas acusados de estupro coletivo
Fernanda Herrera, que representa o Uzbequistão, garantiu que vai lutar 'até o fim'
Um tribunal de Siena absolveu nesta segunda-feira (18), por "falta de provas", dois esgrimistas italianos acusados de estupro coletivo contra a atleta Fernanda Herrera, nascida no México, mas representante da seleção do Uzbequistão.
O episódio teria ocorrido durante um evento em Chianciano Terme, em 2023. A jovem, que estava presente na audiência e era menor de idade na época dos fatos, caiu em prantos ao ouvir a leitura da sentença. Os promotores haviam solicitado penas superiores a cinco anos de prisão para ambos os réus.
"Há muitos casos no esporte e no mundo em que tentam silenciar as mulheres. Isso não pode acontecer novamente. Não consigo acreditar que as coisas aconteceram dessa forma, mas lutarei por justiça até o fim. Prometo que as coisas não terminarão assim", afirmou a esgrimista, hoje com 20 anos, em meio às lágrimas após a absolvição dos italianos.
O advogado Luciano Guidarelli, representante de Herrera, declarou que o julgamento "deveria ter tomado um rumo completamente diferente".
"Estamos falando de uma garota que era menor de idade na época dos fatos e que teve a coragem de se expor em todos os sentidos da palavra, denunciando o abuso e a violência. Hoje, ela alcançou uma vitória muito mais prestigiosa do que qualquer medalha esportiva: teve coragem de denunciar as falhas do sistema. Vamos recorrer desta sentença", afirmou o advogado.
Herrera compete na modalidade sabre e está treinando para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Ao lado da irmã, Paola Pliego, a atleta conquistou a medalha de ouro por equipes nos Jogos Asiáticos de 2022, em Hangzhou, já representando o Uzbequistão. .
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