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Após críticas, CBT quer Sanchez mais presente em 2010

21 jan 2010 - 13h00
(atualizado às 13h30)
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Contratado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para coordenar o esporte em fevereiro de 2009, o ex-tenista Emílio Sanchez Vicário esteve no País apenas quatro vezes desde então. Após ouvir críticas sobre o trabalho do espanhol, Jorge Lacerda da Rosa, presidente da CBT, quer o europeu mais presente em 2010.

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"O Emílio está há um ano aqui e não aparece, mas o trabalho que ele está fazendo é um trabalho que não aparece. Se não fizer o trabalho que não aparece, não consegue fazer o trabalho que aparece. Todo mundo quer ver um jogador como o Bellucci. Mas e o Bellucci há 10 anos? É nisso que temos que pensar", afirmou o dirigente.

Sanchez Vicário ocupou o sétimo lugar do ranking de simples da ATP e foi o líder da lista de duplas. Ganhou 15 títulos individuais e 50 em parceria, entre eles três Grand Slams. Em 2008, comandou a equipe espanhola na conquista da Copa Davis sobre a Argentina.

Nomes como Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten reconhecem o potencial do espanhol, mas criticam seu distanciamento do Brasil. Questionado sobre as declarações de Guga no final do ano passado, Lacerda rebateu e disse que o catarinense ainda poderia estar em atividade se tivesse tomado mais cuidado durante a carreira.

De acordo com o presidente, Sanchez Vicário tomou a parte administrativa como prioridade em 2009 e reestruturou os departamentos da CBT. O ex-tenista chegou a intermediar um acordo de patrocínio da entidade com a Mapfre, multinacional do ramo de seguros com matriz na Espanha.

Um dos maiores desejos do europeu é contar com um Centro de Treinamento. Cobrado na última visita do coordenador ao Brasil, Jorge Lacerda está em fase de formulação de contratos com a rede de academia Play Tennis e espera usar a unidade do Morumbi como CT.

Com quadras à disposição, o ex-tenista poderá iniciar o trabalho técnico com os jogadores. Sanchez Vicário deve participar de um encontro de treinadores no Brasil em abril e é esperado por Jorge Lacerda até março. "Ele vai vir e criar a agenda para o ano de 2010, mas já está trabalhando", avisa o presidente da CBT.

Através de conferências com o espanhol, Lacerda discute temas como o sistema de patrocínio aos tenistas e a formação da equipe na Copa Davis. No tradicional torneio por nações, o dirigente quer Sanchez Vicário mais forte diante do time brasileiro e espera contar com a presença dele em todas as séries do torneio. O ex-tenista também designou um treinador de sua academia para acompanhar o grupo feminino na disputa contra o Paraguai, pela Fed Cup.

De acordo com Lacerda, em 2009 a entidade colocou à disposição dos brasileiros as duas unidades da respeitada academia de Sanchez Vicário (na Espanha e nos Estados Unidos), além do médico que atende a federação espanhola de tênis e um fisioterapeuta extra em Roland Garros.

"Isso foi pouco usado. Não vamos cobrá-los a usar algo que não querem, mas é porque seria bom para eles. Não vão pagar R$ 1! Vamos dar verba, mas o cara tem que usar. Não vale a pena investir em alguém que não quer aproveitar. Toda a equipe espanhola passa por esse medico. Por que os brasileiros não passam?", questiona Lacerda.

O presidente da CBT espera mudanças com a prevista maior proximidade de Sanchez Vicário em 2010. "Ele também vai começar a cobrar os jogadores, e isso vai ser bom para eles. Se você é cobrado por alguém que tem capacidade, só tende a evoluir", encerrou o dirigente.

Presidente da CBT espera trabalho de espanhol para surgimento de novos Bellucci
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Foto: Getty Images
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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