Djokovic mantém sonho olímpico para 2028
Após aparecer nos Jogos de Inverno na Itália, astro do tênis admite sonho de disputar Los Angeles, mas evita promessas e reforça foco na saúde e na família
Presente na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, Novak Djokovic voltou a movimentar o cenário esportivo ao falar abertamente sobre o futuro de sua carreira. Aos 38 anos, o sérvio reacendeu a esperança de fãs ao admitir que tem o desejo de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, mesmo reconhecendo que o caminho até lá é repleto de incertezas.
Em conversa com jornalistas italianos, o tenista mostrou cautela ao tratar do tema. Embora tenha revelado que a próxima Olimpíada faz parte de seus planos pessoais, Djokovic evitou qualquer tipo de garantia. Para ele, o momento atual pede equilíbrio entre ambição esportiva, saúde física e prioridades fora das quadras, especialmente a convivência com a família.
Entre o sonho olímpico e os limites do corpo
Em entrevista à Corriere TV, Djokovic destacou que pensar a longo prazo se tornou um desafio nesta fase da vida. Segundo o sérvio, a possibilidade de competir em Los Angeles representa mais um desejo do que um projeto fechado. A experiência acumulada ao longo de duas décadas no circuito o fez compreender que o rendimento depende, sobretudo, da capacidade de se manter competitivo.
O jogador explicou que não estabelece metas rígidas nem calendários extensos. A incerteza sobre quantos torneios ainda disputará reflete uma postura mais reflexiva, marcada pelo cuidado com o corpo e pelo desejo de aproveitar momentos longe da pressão profissional. Para ele, a longevidade não pode ser construída à custa do bem-estar pessoal.
Mesmo diante dessas dúvidas, Djokovic chega a esse cenário respaldado por números históricos. Considerado o tenista mais vitorioso da era moderna, ele acumula recordes em títulos de Grand Slam e em semanas como número 1 do mundo. Em Paris 2024, conquistou a medalha de ouro olímpica, preenchendo uma das últimas lacunas de sua trajetória.
Ao longo de sua carreira nos Jogos, o sérvio soma duas medalhas: o bronze em Pequim 2008 e o ouro em Paris. Caso confirme presença em 2028, ele alcançará a marca de seis participações olímpicas, um feito raro no tênis. Mais do que estatísticas, porém, o discurso recente revela um atleta que busca equilíbrio entre legado, paixão pelo esporte e qualidade de vida, deixando em aberto o capítulo final de uma carreira histórica.