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Lucão explica processo por danos morais e dispara contra a diretoria do São Paulo

24 jun 2020
19h53
atualizado às 19h53
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Depois do conhecimento público do processo aberto contra o São Paulo, Lucão pronunciou-se sobre o assunto através de uma nota divulgada pela assessoria. No texto, o zagueiro explica os motivos que o levaram a acionar o ex-clube na Justiça, fazendo acusações contra a diretoria do Tricolor.

Lucão alega que sofreu perseguições "diretamente da presidência", sendo obrigado a treinar separado do restante do elenco, além de não ter recebido salários por oito meses. O defensor acrescenta que teve seu salário reduzido pela metade quando foi emprestado ao Estoril, de Portugal.

O jogador aproveita para deixar claro que o pedido de danos morais nada tem a ver com as cobranças dos torcedores. Além disso, Lucão agradece o São Paulo por tê-lo revelado e o ajudado em situações delicadas em sua carreira.

Por fim, Lucão revela que foi aconselhado de maneira sarcástica pela diretoria do São Paulo a buscar seus direitos na Justiça e, agora, apenas está seguindo as orientações.

Confira a nota de Lucão na íntegra:

Eu tenho grande admiração e gratidão pela Instituição São Paulo Futebol Clube. Cheguei em Cotia ainda com 12 anos e deixei o clube com 23 anos. Mais de uma década de dedicação ao clube, com vitórias, títulos, derrotas, partidas boas e ruins, afinal, fazem parte do jogo.

Depois de um certo tempo na equipe principal, sofri perseguições que vinham diretamente da presidência, a partir do momento em que não aceitei algumas negociações. Nunca tive problemas com treinadores e companheiros de equipe.

Fui obrigado a treinar separado por algum tempo. Fiquei sem receber durante oito meses, e fui obrigado a reduzir mais da metade do meu salário, quando emprestado, para que aceitassem a proposta de empréstimo ao futebol português.

Tenho muito respeito pelo torcedor, e esclareço que de forma alguma estou pedindo danos morais por conta de humilhação de torcedores, como deixaram a entender alguns veículos de comunicação, afinal, todos os torcedores têm direito de se expressarem das arquibancadas de forma positiva (aplaudindo) ou negativa (vaiando).

Sempre tive um enorme carinho e respeito por todos os funcionários do clube, em especial ao departamento médico e fisioterapêutico, que fizeram um excelente trabalho na minha recuperação do joelho, e pela Instituição que me deu a oportunidade de me tornar jogador profissional e servir todas as categorias de base da Seleção Brasileira.

Contudo, quero apenas o que é meu de direito, e isso tentei resolver por inúmeras vezes, sem sucesso, e fui aconselhado pela própria diretoria, de forma sarcástica a buscar meus direitos na justiça trabalhista, e assim estou fazendo.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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