Dracena pede desculpas após "desabafo", mas mantém postura de crítica contra arbitragem
Depois das polêmicas no clássico contra o São Paulo, Edu Dracena utilizou as suas redes sociais para se desculpar. O diretor executivo de futebol do Santos disparou fortes palavras contra Leandro Pedro Vuaden nos vestiários do Morumbi após o revés de 2 a 1 do Peixe.
"Após a partida, encontrei o árbitro e desabafei. Usei palavras fortes porque estava muito exaltado, mas, em nenhum momento, ameacei sua integridade física. O que externei foi a indignação de que nós, profissionais do futebol, somos cobrados interna e externamente a cada partida. Somos 'julgados' por nossas atitudes a cada jogo, duas vezes por semana. Enquanto isso, os árbitros acumulam erros capitais e continuam apitando como se nada tivesse acontecido. O que externei, no calor da emoção, foi a vontade de que o árbitro pudesse sentir a mesma cobrança que nós sentimos nas ruas", disse.
"Peço desculpas por, diante do meu desabafo, gerar interpretações de incentivo à violência. Tenho uma carreira longa como profissional do Futebol que demonstra meu caráter", completou.
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Na súmula do San-São, Vuaden relatou que o ex-jogador o abordou no caminho para o vestiário e proferiu as seguintes palavras: "p*** sempre contra nós, vou colocar o nome de vocês para a torcida, para pegarem vocês na rua, pode me relatar, estou cagando pra vocês, seus vagabundos".
Apesar do pedido de desculpas, o dirigente santista manteve o seu posicionamento de crítica contra a arbitragem.
"Mas não retiro uma vírgula sobre as críticas à arbitragem brasileira. Espero que o Wilson Seneme tenha sabedoria para conduzir as mudanças que a arbitragem brasileira precisa", comentou.
O Santos alega que vem sendo constantemente prejudicado pela arbitragem nos últimos jogos. A principal reclamação desta segunda-feira foi por conta de um lateral. O Peixe argumenta que o quadro de arbitragem errou ao dar a posse de bola para o São Paulo. O lance acabou originando um pênalti para os donos da casa.
"Nesta segunda-feira, Santos e São Paulo fizeram um clássico disputado que terminou manchado. A atuação do árbitro em dois lances decisivos - o lateral que originou o pênalti contra o Santos e a não marcação de uma penalidade máxima nos acréscimos, que sequer foi checada pelo juiz no VAR - amplificaram a nossa indignação. Porque não foram os primeiros erros", escreveu Edu.
Além disso, o Alvinegro entende que teve um pênalti contra o Fluminense não apitado, um pênalti "inacreditável" apitado contra o Santos diante do Coritiba e um pênalti "claríssimo" não apitado contra o Coritiba, na Copa do Brasil.
Segundo Edu Dracena, os erros custaram "pontos preciosos para um clube que está em fase de reestruturação financeira, apostando em uma gestão responsável e equilibrada, e que diante de todos os prognósticos da imprensa, estava disputando a liderança do Campeonato Brasileiro".
"Os erros se sucedem de maneira dramática contra o Santos, somos cobrados pela torcida e pelos próprios atletas e nos perguntamos: por que as interpretações são sempre contra nós? A regra pode não ser clara, mas a interpretação precisa ser uniforme. As regras do jogo não podem valer só para um lado", destacou o dirigente.
Confira a nota de Edu Dracena na íntegra:
"Nesta segunda-feira (2), Santos e São Paulo fizeram um clássico disputado que terminou manchado. A atuação do árbitro em dois lances decisivos - o lateral que originou o pênalti contra o Santos e a não marcação de uma penalidade máxima nos acréscimos, que sequer foi checada pelo juiz no VAR - amplificaram a nossa indignação. Porque não foram os primeiros erros.
Nas últimas semanas, contabilizamos pênalti claro contra o Fluminense não apitado, pênalti inacreditável apitado contra o Santos diante do Coritiba, pênalti claríssimo não apitado contra o Coritiba, na Copa do Brasil, e os lances que culminaram com a derrota de ontem. Pontos preciosos para um Clube que está em fase de reestruturação financeira, apostando em uma gestão responsável e equilibrada, e que diante de todos os prognósticos da imprensa, estava disputando a liderança do Campeonato Brasileiro.
Os erros se sucedem de maneira dramática contra o Santos, somos cobrados pela torcida e pelos próprios atletas e nos perguntamos: por que as interpretações são sempre contra nós? A regra pode não ser clara, mas a interpretação precisa ser uniforme. As regras do jogo não podem valer só para um lado.
Após a partida, encontrei o árbitro e desabafei. Usei palavras fortes porque estava muito exaltado, mas, em nenhum momento, ameacei sua integridade física. O que externei foi a indignação de que nós, profissionais do Futebol, somos cobrados interna e externamente a cada partida. Somos 'julgados' por nossas atitudes a cada jogo, duas vezes por semana. Enquanto isso, os árbitros acumulam erros capitais e continuam apitando como se nada tivesse acontecido. O que externei, no calor da emoção, foi a vontade de que o árbitro pudesse sentir a mesma cobrança que nós sentimos nas ruas.
Peço desculpas por, diante do meu desabafo, gerar interpretações de incentivo à violência. Tenho uma carreira longa como profissional do Futebol que demonstra meu caráter.
Mas não retiro uma vírgula sobre as críticas à arbitragem brasileira. Espero que o Wilson Seneme tenha sabedoria para conduzir as mudanças que a arbitragem brasileira precisa."