Gol anulado do Palmeiras teve erro da arbitragem, crava ex-árbitro: 'Foi legal e mal anulado'
Carlos Eugênio Simon lembra que a regra mudou há cinco anos e ainda opinou sobre o VAR no lance do Bobadilla no clássico
O Palmeiras ficou revoltado com o árbitro Rafael Rodrigo Klein, que anulou o gol feito por Bruno Fuchs aos 50 minutos do segundo tempo no empate contra o Remo por 1 a 1, no domingo, 10, no estádio Mangueirão, pelo Campeonato Brasileiro. E o Palmeiras reclamou muito dessa decisão e o ex-arbitro Carlos Eugênio Simon concorda com o time alviverde.
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“Esse gol foi legal. Foi mal anulado”, explicou em entrevista ao Terra. “O jogador do Remo salta e cabeceia a bola no braço do atacante, mas ele está de forma natural. Se justifica pela disputa de bola. Foi um toque acidental, um gesto natural. Sobra para o Bruno Fuchs que faz o gol. Essa regra alterou, mudou há cinco anos”, lembrou.
Bruno Fuchs ficou revoltado com a decisão da arbitragem em anular o seu gol. "A regra é muito clara. Se o Flaco fizesse o gol, teria que ser anulado. Só que sobrou pra mim. Não foi uma mão intencional dele. Foi uma bola muito perto, e a bola sobrou pra mim, e eu que fiz o gol. Então, não sei se eles têm que saber a regra, porque tentei conversar com ele e falar: 'Klein, a regra é clara, a bola bateu no Flaco e sobrou pra mim'. Não foi que sobrou pra ele", disse o zagueiro.
"Mas vamos ver aí, vocês vão discutir, a CBF vai ver de novo quais são as regras, o que eles têm que fazer. Todas as equipes do Brasileirão falam da arbitragem. Então, não sei se os jogadores têm que entender melhor ou se os árbitros, pra não ficar essa chatice."
CBF divulga áudios
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo, 10, à noite os áudios do árbitro de vídeo nos lances polêmicos.
Na hora, Klein informou ao VAR que havia identificado uma possível mão, mas não sabia quem era o jogador do Palmeiras. Ao ver as imagens, ele toma a decisão: “Já visualizei aqui. É uma mão, através desse braço a bola sobra para o jogador de branco fazer o gol. Estou anulando o gol por tiro livre indireto por mão sancionável”, disse Rafael Klein, após revisão. “ Direto. Indireto, não. Direto”, corrige um integrante da equipe de arbitragem.
Expulsão por joelhada
Zé Ricardo também foi expulso. A arbitragem entende que o volante do Remo não disputou a bola e acerta Andreas Pereira com uma joelhada. A interpretação foi de conduta violenta, e o camisa 8 do Palmeiras precisou ser substituído. “O jogador de branco toca, e ele dá uma joelhada nas costas. Ele está de costas, a bola não está mais em ação de disputa. Vou trocar a minha decisão para cartão vermelho”.
Não expulsão de Bobadilla no clássico
Na vitória do Corinthians sobre o São Paulo por 3 a 2, na Neo Química Arena, na noite do último domingo, 10, pelo Brasileirão, também teve um lance polêmico, por Bobadilla, do São Paulo supostamente fazer um gesto obsceno durante a comemoração de gol.
E Carlos Eugênio Simon também deu a sua opinião. “Aquilo o VAR sugeriu revisão. Isso é inadmissível”, falou. “Vários jogadores da América do Sul, argentinos, uruguaios, paraguaios fazem isso. Não é lanve para o VAR checar. Foi uma interferência individualizada do árbitro de vídeo”, explicou ao Terra.
Análise do VAR
A CBF divulgou a íntegra da análise do VAR na decisão pela não expulsão do meia do São Paulo.
(Anderson Daronco, árbitro de campo) “Alguma coisa com gestual de saco. O Corinthians está falando que houve uma possível comemoração de mão no saco, ok? Eles estão falando que foi o Bobadilla”.
(Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR). “Não há clareza para uma situação de cartão vermelho aqui. Ele faz com as duas mãos, mas não chega a encostar nas partes genitais. Ele faz tipo um "raça, vamos!". Dá para interpretar, não tem contato nas genitais. Alguém vê alguma coisa diferente?”
(Helton Nunes, assistente do VAR) “Não, ele não encosta no corpo dele”.
(Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR) “Daronco, deixa eu te falar! Encontrei aqui a ação, ele não encosta nas partes genitais, ele faz aquele movimento próximo ali, mas um movimento interpretativo. Dá para interpretar como "raça", dá para interpretar como segurar as partes genitais, mas ele não encosta, ok? Temos o movimento balançando para cima e para baixo, mas sem encostar. Ok?”
(Helton Nunes, assistente do VAR). “Eu chamaria para avaliar”.
(Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR). “Daronco, me escuta! Temos uma situação não vista no campo de jogo. Um jogador que faz o movimento, preciso que você veja e interprete esse movimento. É um movimento interpretativo. Você, como árbitro principal, precisa analisar a situação”.
(Anderson Daronco, árbitro de campo). “Olha só! A minha interpretação é de que ele não toca com as mãos em suas genitais. É uma comemoração de gol. Os jogadores dessa característica, principalmente os estrangeiros, comemoram muitas vezes como uma situação de "raça", de "vamos". Vocês interpretam dessa mesma forma?”
(Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR). “Eu interpreto como você”.
(Helton Nunes, assistente do VAR). “Eu também”.
(Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR). “Foi uma situação não vista no campo, interpretativa e a minha interpretação é como a sua”.
(Anderson Daronco, árbitro de campo). “Ok. Ele não está fazendo nada para ninguém, é uma situação deles, como equipe, de botar "raça". Isso é característico da expressão que eles utilizam de "ponha raça". Ok? Vamos reiniciar o jogo, não vou dar cartão para esse jogador”.
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