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Motociclismo

Quartararo diz que rodou "no limite" em 2022: "Não tinha margem de segurança"

Em entrevista ao jornal francês 'Le Monde', piloto da Yamaha disse que logo no início da temporada ficou claro que não teria condições de competir contra as Ducati. 'El Diablo' reconheceu que, mesmo que o resultado final não seja o que ele gostaria, o vice-campeonato pode ser considerado satisfatório

3 jan 2023 - 05h16
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Fabio Quartararo afirmou que evita pensar nos riscos o esporte
Fabio Quartararo afirmou que evita pensar nos riscos o esporte
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

Fabio Quartararo afirmou que rodou "no limite" ao longo de toda a temporada 2022 da MotoGP. O piloto da Yamaha contou que percebei ainda no início do campeonato que não teria como competir de igual para igual com as Ducati e passou todo o campeonato sem "margem de segurança".

O #20 brigou pelo título até a última corrida de 2022, mas acabou derrotado por Francesco Bagnaia, eu que conseguiu reverter um déficit de 91 pontos para encerrar um jejum de 15 anos da Ducati para faturar um lugar na Torre dos Campeões.

Fabio Quartararo lamentou a derrota, mas assumiu que o resultado pode ser considerado satisfatório
Fabio Quartararo lamentou a derrota, mas assumiu que o resultado pode ser considerado satisfatório
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

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"No início da temporada da MotoGP, como campeão vigente, eu estava esperando algo melhor do que o segundo lugar, mas logo ficou claro que eu não podia competir de igual para igual com as Ducati, que são mais rápidas em linha reta", disse Quartararo em entrevista ao jornal francês 'Le Monde'. "Não tinha margem de segurança, rodei realmente no limite a temporada toda. Nessas condições, terminar atrás de Francesco Bagnaia pode ser considerado um resultado satisfatório, ainda que, como competidor, eu não esteja contente com isso", seguiu.

Quartararo considerou que ele e a Yamaha perderam muitos pontos por bobagem, citando especificamente falhas na calibragem dos pneus.

"Eu e minha equipe, às vezes, perdemos pontos estupidamente por causa de problemas técnicos, em especial problemas recorrentes com pneus super inflados", apontou. "Mas você aprende nos momentos mais difíceis. Este ano eu também estendi o meu contrato com a Yamaha, algo com que me sinto bem. No fim, acho que está ok, mesmo que eu esperasse muito mais da minha moto. O ano foi cheio de emoções, fiz o meu melhor e ganhei mais experiência. Tudo isso é positivo", ponderou.

Questionado sobre como lida com a notoriedade por ter se tornado o primeiro francês campeão da MotoGP, Quartararo respondeu: "É verdade que as pessoas me olham de uma maneira diferente, mas não sinto nenhuma pressão extra. O título de 2021 é mais uma fonte de motivação para mim. O fato de eu ter começado a correr muito jovem, por volta dos 7 anos de idade, fez com que eu me acostumasse às demandas as competições cedo. Como um jovem piloto, meu principal medo durante muito tempo era não ter uma moto para competir, então posso colocar o que aconteceu comigo em perspectiva".

Por fim, Fabio explicou como lida com o medo do esporte. O francês mostrou que tem ciência dos riscos, mas evita pensar a respeito.

"Não tenho medo quando estou na moto, mesmo que às vezes me assuste quando perco aderência na dianteira a quase 400 km/h. Tento não pensar muito nisso, pois ficar com medo de cair pode fazer com que você perca centésimos de segundo", comentou. "O mais importante é que ainda estou me divertindo, porque estou no meu melhor na moto quando estou me divertindo", encerrou.

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