Ministra da França descarta boicote à Copa do Mundo
Europeus estão incomodados com ameaças de Trump sobre a Groenlândia
Em meio à crescente preocupação com a possível anexação da Groenlândia por parte dos Estados Unidos, a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, afirmou que o país europeu não pretende boicotar a próxima Copa do Mundo em razão das polêmicas ameaças feitas por Donald Trump.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, líderes do futebol europeu iniciaram discussões preliminares sobre uma possível resposta do mundo esportivo à questão envolvendo a ilha ártica. Entre as possibilidades debatidas estaria um eventual boicote ao Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
"Neste momento de nossas discussões, não há qualquer intenção por parte do nosso Ministério de boicotar essa importante e aguardada competição. Não quero me precipitar sobre o que pode acontecer. Insisto na necessidade de separar esporte e política, já que a Copa do Mundo é um momento especial para todos os amantes do esporte", afirmou a ministra.
A declaração ocorreu pouco tempo depois de o deputado Éric Coquerel, do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), ter solicitado à Fifa que organize o megaevento apenas no México e no Canadá, excluindo os Estados Unidos. A proposta também foi defendida pelo parlamentar conservador alemão Roderich Kiesewetter.
"Se Trump cumprir suas ameaças em relação à Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a União Europeia, considero difícil imaginar os países europeus participando da Copa do Mundo", afirmou o político em entrevista ao jornal Augsburger Allgemeine.
A imprensa europeia informou que a possibilidade de um boicote ao Mundial foi debatida em Budapeste, na Hungria, durante uma cúpula que reuniu cerca de 20 dirigentes de federações de futebol do continente. Vale destacar que os Estados Unidos sediarão 78 das 104 partidas do torneio.
No momento, autoridades esportivas europeias adotam uma postura cautelosa antes de se posicionar publicamente, temendo que a crise em andamento exija uma resposta unificada, especialmente se as tensões aumentarem de forma repentina.