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José Aldo encara Jeremy Stephens e tenta reerguer a bandeira do Brasil no UFC

Com mais quatro lutas no contrato, brasileiro quer se aposentar com o cinturão nas mãos e o País em destaque

28 jul 2018
07h11
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Um dos renomados lutadores brasileiros do UFC, José Aldo tem encontro marcado no octógono neste sábado, contra Jeremy Stephens, em Calgary, Canadá. O combate pode dar a chance ao ex-campeão peso pena de tentar obter uma vaga pela disputa do cinturão antes de anunciar a aposentadoria. José Aldo tenta reerguer a bandeira do Brasil no Ultimate.

Com somente mais quatro lutas no contrato, Aldo conta os dias para encerrar a carreira. Mas sonha em parar com o cinturão que o acompanhou por mais de quatro anos nas mãos. "Meu objetivo é vencer. Depois terei oportunidade de disputar o cinturão interino com Ortega. É delicado por conta do momento que o Holloway (campeão dos penas) vive, mas o caminho pode ser mais fácil", disse em entrevista que contou com a participação do Estado.

"Minha motivação é vencer e conquistar o cinturão de novo. Tenho orgulho das vitórias, não aceito as derrotas. No dia que perder esse orgulho, melhor parar. Quero ser lembrado como um cara que tinha um sonho e conseguiu vencer batalhas. Espero que a minha história possa incentivar atletas e pessoas comuns, que trabalhem sem passar por cima do outros."

A aposentadoria de Aldo pode pôr fim aos grandes nomes brasileiros no UFC. No masculino, o Brasil não comemora a conquista de um cinturão desde março de 2015, quando Rafael dos Anjos derrotou Anthony Pettis por decisão unânime no UFC 185, em Dallas, no Texas. Desde então, o País continua perdendo suas lendas. Ex-campeões que antes animavam a torcida, como Vitor Belfort, Lyoto Machida, Anderson Silva, Minotauro e Shogun continuam fora das competições ou não apresentam mais o mesmo desempenho nas lutas.

Belfort anunciou aposentadoria em maio, após ser nocauteado por Machida, no Rio. Machida, por sua vez, deixou o UFC e assinou contrato com o Bellator, a segunda maior organização de MMA dos EUA. Anderson Silva não luta desde fevereiro de 2017 e responde por casos de doping. A derrota mais recente foi de Shogun. O ex-campeão dos meio pesados foi superado por Anthony Smith.

A vez agora é das mulheres. Já que os únicos cinturões do Brasil pertencem a Amanda Nunes, campeã peso galo, e Cris Cyborg, campeã peso pena. A peso palha Jéssica Andrade está no caminho de disputar um título.

Estadão

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