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Lutas

Gordinho tenta resgatar prestígio dos pesados do boxe nos EUA

25 set 2009 - 17h08
(atualizado às 17h11)
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Palco das principais lutas da história do peso pesado do boxe, os Estados Unidos vivem um marasmo de ídolos e combates de primeira linha da categoria. O desespero é tamanho que o pugilista Chris Arreola, de origem mexicana, golpes potentes e condição física visivelmente prejudicada, virou o maior candidato a tirar o país das trevas na categoria mais prestigiada do boxe.

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Neste sábado, Arreola enfrentará o ucraniano Vitali Klitschko em Los Angeles, em busca não só do cinturão do Conselho Mundial de Boxe (WBC), mas com a pressão de acabar com o domínio do Leste Europeu no peso pesado. Além de Vitali, seu irmão Wladimir Klitschko e o russo Nikolay Valuev concentram os principais cinturões da categoria.

Em ringue, os americanos verão um lutador que ainda tem muito a provar. Os números do invicto Arreola (27 vitórias, com 24 por nocaute) impressionam, mas faltam adversários expressivos no seu cartel. Sem alternativas, sobrou para o lutador de origem mexicana tentar recolocar o país na geografia da categoria.

"Eu tenho orgulho de ser americano. Como você pode ver, eu tenho uma Estátua da Liberdade no corpo. Eu sempre digo: meus parentes vieram para cá me para me dar uma vida melhor. Eu sou tão grande porque nasci aqui. A comida que eles me davam na escola era ótima, com nutrientes, e eu comia tudo", disse Arreola, em relação àquela que tem sido sua principal tarefa nas entrevistas pré-luta: provar que é mais americano do que mexicano.

Em busca de uma forma física melhora para o combate, o americano argumenta que o seu porte físico dificilmente parecerá ideal aos olhos alheios. A sua meta era atingir cerca de 250 libras (cerca de 113 kg), sem a ilusão de ter um corpo esperado para um esportista.

"As pessoas realmente não vão me ver em boa forma. Eu entendo isso. Eu criei isso para mim. Ninguém mais do que eu se culpa por isso", disse o pugilista, que na pesagem oficial registrou 251 libras, apenas uma mais do que seu rival.

Os Estados Unidos não têm um campeão do peso pesado desde 2007, quando Shannon Briggs conquistou o cinturão da Organização Mundial de Boxe. Outros campeões recentes, como John Ruiz, Chrys Byrd e Hasim Rahman, estão longe no quesito popularidade de nomes como Muhammad Ali, Joe Louis e Mike Tyson.

Para aumentar o jejum americano, estará do outro lado do ringue um pugilista com apenas duas derrotas na carreira e um impressionante aproveitamento de 92,3% de nocautes (36 de suas 37 vitórias acabaram antes do estipulado). Não perde desde 2003, mas ficou quatro anos sem lutar em decorrência de lesão uma breve aposentadoria.

Desde a sua volta, bateu o nigeriano Samuel Peter e o cubano Juan Carlos Gomez por nocautes no nono assalto. Mais eficiente do que brilhante, Klitschko conta com uma forma física exemplar e exigirá de Arreola um desempenho ainda não visto em sua carreira.

Foto: AP
Fonte: Redação Terra
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