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Galo fala em demissões para quem não aceitar corte salarial

O presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, disse que 77% dos funcionários não sofrerão redução. Os mais afetados serão os jogadores

30 mar 2020
20h26
atualizado às 20h51
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De forma unilateral, Sérgio Sette Câmara, presidente do Altético-MG, anunciou redução de salários no clube-(Foto: Bruno Cantini/Atlético)
De forma unilateral, Sérgio Sette Câmara, presidente do Altético-MG, anunciou redução de salários no clube-(Foto: Bruno Cantini/Atlético)
Foto: LANCE!

O presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, foi incisivo sobre possíveis insatisfeitos com a redução de salários, na casa dos 25% dos vencimentos dos funcionários,a atletas e comissão técnica.

Sette Câmara explicou a medida admitindo que se trata de algo complexo de lidar com neste momento.

"Tomamos esta medida depois de muita conversa com nossa equipe econômica, com nossos parceiros, diretoria, presidente do conselho. Entendemos que essas medidas são necessárias para a preservação da nossa instituição, que possa passar por este período de dificuldade que vai se perdurar por um bom tempo. Então, pensando no Clube Atlético Mineiro, tentando salvaguardar a maioria dos empregos e dando uma condição digna para nossos trabalhadores, é que nós então chegamos a conclusão de que essa seria a melhor decisão que vai salvaguardar a nossa instituição por este período de quarentena- disse, em entrevista à rádio Itatiaia. O dirigente também comentou que a decisão teve embasamento legal, como prevê a CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas)."

"A gente entende que há embasamento legal para esse redutor de 25%, é discutível, mas quero crer que muitos clubes vão tomar medidas com base nessa nossa decisão. Do contrário, é de viver situação crítica e de nem terminar o ano", comentou.

Quem fez a ponte entre o clube e o elenco de jogadores, foi Alexandre Mattos diretor de futebol, que foi o responsável por conversar com os jogadores.

"A gente vinha fazendo as análises e passando para o Alexandre Mattos. Ele vem mantendo diálogo com os atletas, explicando o ponto de vista da direção do clube. Alguma coisa tinha que ser feita. Caso não fizéssemos, em questão de tempo a gente ia deixar de pagar os salários. A gente tentou uma equação para que o clube permanecesse em condições mínima para passar essa crise", disse.

 

Explicações e possibilidades de demissões no Galo

O presidente Sérgio Sette Câmara explicou como será feita a redução nos salários dos colaboradores atleticanos.

"Vou te dar um exemplo, a pessoa ganha R$ 6 mil, então o R$ 5 mil não mexe. O R$ 1 mil que ele ganha a mais vai sofrer uma redução de 25%. O que o Galo vai fazer em relação a todos os funcionários? Mês de março, CLT, estamos em dia com o pagamento de salário, mês de março, CLT, vamos pagar normalmente. A imagem, que vence dia 20, nós vamos pagar também integralmente, e as férias, que foram dadas aos jogadores de 20 dias, também serão pagas integralmente. Essas não têm desconto, a partir do dia 21 que essa regra começa a valer" explicou em entrevista à rádio 98FM.

De acordo com o mandatário alvinegro, 77% dos funcionários não sofrerão com a redução, mas haverá chances de demissões para quem não aceitar a redução de salários que pode aliviar o caixa do clube. 

"Nós temos que passar por essa crise sem deixar o Atlético destroçado financeiramente e ao mesmo tempo preservando a grande maioria dos empregos. Esta medida será a partir dos R$ 5 mil e não atinge 77% dos nossos colaboradores", disse, para comentar sobre as possíveis demissões.

"Em primeiro lugar, eu penso em defender o clube, eu não fico muito preocupado se o atleta chiou ou não chiou, se o funcionário chiou ou não chiou. Se alguém tiver insatisfeito, pode me comunicar que a gente faz o desligamento, não tem problema nenhum. O que eu tenho que defender em primeiro plano é o Clube Atlético Mineiro", comentou o presidente que confirmou a saída de funcionários nos clubes de lazer, Vila Olímpica e na Cidade do Galo.

"Infelizmente, nós vamos ter que fazer alguns ajustes também na nossa folha com algumas pequenas demissões. Não tem jeito, a gente tem que ajustar, e essa medida foi muito estudada, pensada, discutida com pessoas de alto nível", concluiu.
 

 

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